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Como eu aproveito dias ruins

Sendo pai de um bebê, o meu dia começa de maneira perfeita quando eu consigo tomar café da manhã com calma, arrumar-me e planejar meu dia antes de ele acordar, para então poder me dedicar totalmente a ele. Hoje não foi um dia perfeito.

O problema de não ter esse tempo para mim é que tudo vai se deslocando muito na escala do tempo para mais tarde, comprimindo o tempo útil disponível. Eu não consigo ser multi-tarefa enquanto sou o responsável por vigiar um ser humano ativo e que ainda não tem medo de trancar o dedo nas gavetas, então só consigo começar a trabalhar quando existe outro adulto por perto que assuma a vigia.

Um corolário do meu transtorno de ansiedade é enxergar o desastre em todo. Já que o dia começou “errado”, então tudo vai dar errado, e não vou conseguir fazer nada de útil. Isso é natural de se pensar, mas não é lógico; em vez de correr para otimizar o tempo restante, eu fico paralisado por um atraso pequeno que de repente consome todo o tempo restante!

É nessas horas que o meu caderno me salva. Sempre é possível pensar: “o dia começou meio tumultuado, eu tenho algumas tarefas mundanas para resolver, como tornar hoje um dia de sucesso?”. Cada página de registro diário começa com uma lista de 3 MIT (Most Important Tasks).

Hoje eu tinha de preparar comidas, caso contrário ninguém aqui em casa teria o que comer; queria ligar para minha Vó pelo aniversário dela; e deveria trabalhar nas minhas aulas e materiais para o semestre que vai recomeçar.

Como diz a Thais Godinho, às vezes a maneira de avançar nos projetos é aproveitar as deixas das tarefas com prazo e trabalhar no mesmo contexto. Se eu tenho que “preparar comidas”, então vou entrar na mentalidade de “Abastecer geladeira e casa” (que foi exatamente o que escrevi no caderno), e aproveitar para revisar a despensa e fazer compras de mercado online. Se eu tinha que ligar para minha vó, vou limpar a minha lista de “tarefas de Comunicações” no Todoist:

(E de fato, ao final do dia eu cumpri todos esses itens).

Para finalizar o dia, estando mais tranquilo que muita coisa de relevante foi resolvida, finalizei uma lista de exercícios, e já coloquei tudo no Moodle.

Um dia que era para ser ruim se tornou cheio de coisas significativas. No meio de tudo isso dei almoço (recém-preparado) para o meu filho, corri com ele pela casa, fiz um pouco de exercício físico, orei, e ainda deu tempo de escrever esse post.

Sério, povo: manter um caderno para anotar tarefas, ter um sistema de contextos organizado, estudar métodos de produtividade – tudo isso vale a pena, eu prometo.

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Como eu (ainda) uso o Trello para gerenciar meus projetos

Nesse ano de 2021, eu quero me divertir mais, e isso significa escrever mais – principalmente para FabioFortkamp.com, que é a minha principal expressão criativa. No meu intuito de mostrar meu trabalho, eu planejei um post sobre como eu uso o Trello, a minha ferramenta de gerenciamento de projetos.

Porém, lendo o post onde eu descrevi em detalhes o meu sistema de filas de projetos, surpreendi-me em como tudo que escrevi lá ainda vale, e por isso recomendo a sua leitura para entender bem. Só fiz algumas adaptações de lá para cá.

Minhas listas atuais

O cerne do meu sistema de produtividade são dois canais de atenção: em um dado dia, eu tenho dois projetos principais em andamento, geralmente trabalhando em um de manhã e outro de tarde. Estas e todas as listas mostradas aqui estão em um quadro chamado Dashboard; se o leitor não consegue identificar, a imagem de fundo é uma mesa de controle de som.

Início do ano: tempo de preparar trabalhos e exercícios

Nesse início de ano, estou trabalhando um pouco em vários projetos ao mesmo tempo, por isso todos tem a etiqueta verde de “ativo”. Mas a ideia, baseada no exemplo acima, seria trabalhar todo dia na aula 6 de Refrigeração (REF0001) e na lista 2 de Máquinas Térmicas I (ST2MTE1); quando acabar o primeiro projeto, eu passo para o projetos das aulas 14 e 15 de Transferência de Calor e Massa I (TCM1001); quando acabar o segundo, eu passo para a planilha de avaliação dos seminários de REF0001, e assim por diante.

Obviamente que eu tenho mais projetos em paralelo:

Reparem que todo projeto começa com um verbo

Sim, eu mistura inglês com português; minha cabeça é caótica assim. A lista de Other projects, sinceramente, contém tudo que quero avançar mas que resisto a colocar como prioridade dos canais de atenção. São projetos do tipo “Comprar”, “Pesquisar”, “Testar”. No dia a dia, às vezes tenho alguns minutos disponíveis e pouca energia para trabalhar em aulas, então posso trabalhar nesses projetos (em um futuro post, vou detalhar como isso vai parar no Todoist).

Eu tenho também uma lista com coisas que só posso fazer no meu escritório na Universidade, usando materiais que estão lá.

A lista FabioFortkamp.com contém cartões com ideias de posts. Cada cartão contém tarefas de criar um mapa mental, escrever um rascunho, editar, publicar.

Spoiler Alert!
Exemplo de cartão de projeto de blog

Isso é dizer o óbvio, mas eu sou bem nerd; tenho uma lista de projetos de leituras, que incluem tarefas para processar as notas que vou tomando e publicar textos aqui no blog.

Exemplo de cartão no Trello com projeto de leitura

Projetos que não podem andar por algum motivo ficam na lista On Hold:

Eu não crio todos esses cartões do zero, mas tenho uma lista de templates; repare na imagem acima o pequeno ícone que, quando selecionado, me permite escolher um cartão da lista abaixo. Essa lista é apenas organizacional; qualquer cartão do Trello pode ser transformado em template, e, na lista de templates, eu preciso transformar cada cartão em um modelo.

Por último, eu mantenho uma lista de projetos concluídos. O que significa o emoji? Foi uma dica do Vlad Campos. Crie uma lista que tenha esse emoji, arraste um cartão para ela e veja o que acontece.

Criando sistemas duráveis

Foi uma surpresa para mim o quanto uso o mesmo sistema há mais de 3 anos. Acho que o motivo disso é que esse sistema foi estudado; usa as bases do livro do GTD com outras dicas roubadas de outros sites e blogs.

Trocar de ferramenta é muito legal, e eu mesmo estava pensando em estudar alternativas para o Trello apenas pela novidade. Depois de ver o quão bem funciona, vou me dedicar a aprimorar o meu uso do Trello cada vez mais.

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Viajando 600 km com um bebê entre Cascavel e Curitiba

Acho que o título acima ilustra um pouco da complexidade do feito. Eu passei o primeiro dia do ano de 2021 cruzando o estado do Paraná, e tenho algumas dicas para compartilhar.

Primeiro, a parte dos 600 km. Eu acho indispensável usar o Waze em uma viagem dessa magnitude, não apenas para ser avisados dos radares, mas também para ser notificado de acidentes, obras, buracos, congestionamentos, além de ter uma previsão dinâmica da distância e tempo de viagem restantes até o destino. Com um bebê, isso é mais importante que se pensa; quando ele demonstra sinais de incômodo, podemos planejar se vale a pena parar já para alimentá-lo ou tentamos distraí-lo até chegar na próxima escala.

Falando em incômodo e escalas: talvez eu seja diferente da maioria das pessoas, mas eu acho uma insanidade dirigir essa distância de uma só vez, mesmo se eu não tivesse um bebê. Nós fizemos duas grandes paradas no meio do caminho; recomendo o Restaurante Três Pinheiros, em Candói, e o Benedita, em Irati, para quem vai fazer uma viagem nessa região. Nessa configuração, a viagem se tornou três trechos de cerca de 200 km, o que é um bom equilíbrio.

Para ouvir, eu gosto muito da playlist MPB Anos 90 do Deezer (que tém faixas de Pop e Rock também).

Para ajudar um bebê a dormir, esse álbum é essencial (com cuidado para você não dormir muito). Quando ele não estiver dormindo, leve brinquedos e livros, e tenha um adulto do lado dele o tempo todo. Para o nosso filho, foi a sua primeira viagem desse tipo e ele ficou bastante cansado; da próxima vez, temos de fazer mais paradas no meio do caminho. A dica de ouro que meu compadre deu: viajar com um bebê significa não ter hora para chegar.

Por último, se você vai viajar nesses tempos, não esqueça de colocar a máscara a cada pedágio. Cuide-se.

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100 coisas que fizeram meu ano de 2020

Totalmente roubado do Austin Kleon, aqui vai uma revisão do meu ano de 2020.

  1. Dormir durante a passagens de 2019 para 2020 para cuidar do João Pedro durante a madrugada, e estar totalmente OK com isso.
  2. Cuidar do João Pedro durante a primeira hora do dia, enquanto minha esposa se recupera das horas amamentando de madrugada.
  3. Reunir todos os sete (!) bisnetos de meu avô no início desse ano para uma surpresa para ele e uma foto coletiva
  4. Realizar o meu sonho de virar professor
  5. Às pressas, achar um ótimo apartamento em Joinville…
  6. … mas, para ter mais espaço, voltar para Florianópolis no inverno, quando as aulas paralisaram…
  7. … para finalmente retornar às nossa nova cidade, e achar uma outra casa ótima, espaçosa – um lar.
  8. Fazer da quarentena devido à pandemia de Covid-19 uma coisa boa por estar com minha esposa e vendo cada etapa do crescimentos do João.
  9. Falando na quarentena: usar essa oportunidade para desenvolver um fluxo de trabalho para preparar aulas online: criar mapas mentais rodeado de livros, exportar para outlines, e automaticamente criar apresentações no Keynote
  10. Relacionado ao acima: estudar muito AppleScript para automatizar minhas tarefas
  11. Tantos romances históricos: O Último Reino, O Filho da Luz, Os Pilares da Terra, Mundo Sem Fim, O Crepúsculo e a Aurora
  12. Romances de fantasia/distópicos/ficção científica: Os Testamentos, Fogo & Sangue – Volume 1, O Fim da Infância, Frankenstein
  13. Falando em livros: para economizar, reler livros que já estavam no meu Kindle e não se importar com isso – aliás, de fato curtir e lembrar desses livros
  14. Falando no Kindle: largar um pouco o meu discurso de “é melhor ler no papel para absorver mais informações”, ler livros no Kindle por ser mais prático, e não se importar com isso
  15. Finalmente criar o hábito de fazer exercícios em casa (diariamente!) com Seven, Headspace, Asana Rebel, apps de flexões e abdominais, e um tapete de ioga…
  16. … e depois abandonar esse hábito por vários meses, entendendo que não era a prioridade no momento…
  17. … mas então, aos poucos e sem ansiedade, tentar re-estabelecer o hábito de caminhar todo dia, para em breve voltar a correr
  18. Meditar e orar quase todo dia. Headspace. App Liturgia Diária da Canção Nova. Salmos para a vida.
  19. Ver o João Pedro crescer, dia após dia, mês após mês, e comemorar o seu 1 ano de vida.
  20. Mesmo sendo recém pai e começando a carreira de professor com 5 diaciplonas, publicar 2 novos artigos em periódicos indexados
  21. Completar um semestre letivo como professor, assegurando para mim mesmo que eu consigo fazer esse trabalho
  22. Podcasts: Mac Power Users, Nerdcast, Cortex, Back to Work (depois de anos sem escutar!), Automators, Deep Questions, Numberphile
  23. Assinar Globoplay só para assistir Modern Family desde o começo
  24. Aproveitar a deixa acima para assistir The Big Bang Theory no Globoplay, e assinar Amazon Prime para ver Two and a Half Men.
  25. Também no Prime Video: terminar de assistir a saga Skywalker
  26. Passar um tempo na casa de praia da minha família e assistir uma quantidade não saudável de Law & Order: SVU e Chicago One na TV a cabo
  27. Montar um home office respeitável, depois de alguns meses sem um espaço em casa dedicado ao trabalho (efeitos da paternidade)
  28. Minha rotina de tomar chás enquanto trabalho
  29. Estabelecer uma rotina de preparar comida para a semana, e não gastar mais tanto tempo cozinhando durante a semana…
  30. … mas comemorar os 6 meses do João Pedro fazendo um dos meus bolos favoritos – o que na verdade serviu de desculpa para passar horas na cozinha, fazendo um bolo (depois de anos), para comer algo por prazer, e não apenas para meal prep
  31. Gadgets: Mouse Trackball MX Ergo, One by Wacom, Magic Keyboard com teclado numérico da Apple, AirPods
  32. Música: Titãs Trio Acústico EP, Not Our First Goat Rodeo, Ludovico Eunadi, Kourosh Dini, Chilly Gonzales, Roger Eno, Robert Fripp, Brian Eno
  33. Música II: curtir Mundo Bita com meu filho
  34. Música III: playlists do Deezer para trabalhar: Deep Focus, Deep Concentration, Epic Soundtracks
  35. Música IV: redescobrir Emmerson Nogueira, Renato Vargas e discos estilo “O Som do Barzinho”
  36. Música V: canais do YouTube do Nando Reis, Samuel Rosa, Capital Inicial mostrando como funciona a mente de um compositor
  37. Outros canais do YouTube: Numberphile, CGP Grey, Ali Abdaal, MusicDot, Thomas Frank, Jovem Nerd, Matt Ragland, Geography Now, Matt D’Avela
  38. Newsletters: Austin Kleon, The Art of Noticing, The Weekly Review
  39. Dois textos sobre ser melhor: 68 Ensinamentos Não Solicitados, Como ser perfeito
  40. Apps novos que fazem parte do meu fluxo de trabalho: Bear (para recuperar o prazer de tomar notas), Notion (praticamente apenas para organizar as diversas aulas a serem preparadas num dia), Screenflow (para gravar e editar vídeo-aulas), Focused Work (para controlar o tempo)
  41. Confiar no Todoist solidamente para gerenciar tantas tarefas…
  42. …e ter o Busycal como apoio de calendário…
  43. …e Trello para organizar projetos
  44. Comprar polpa de açaí e leite em pó e parar de gastar comendo isso fora (não contem para minhas antigas nutricionistas)
  45. Poucas, mas ótimas, corridas na praia
  46. Por sugestão de Rob Walker, notar a passagem do tempo nessa quarentena; retratos de um mundo antes e depois do isolamento. Como o calendário litúrgico me ajuda a saber “que dia é hoje”.
  47. Tambem por sugestão de Rob Walker, notar os sons da quarentena. Já perceberam a quantidade de sons diferentes de passarinhos?
  48. Finalmente ler (na verdade, ouvir) Sapiens
  49. Outros Audiobooks: The Bible: A Biography, The Periodic Table, The Obstacle is the Way
  50. Aprender tanto em tão pouco tempo sobre o Moodle.
  51. Rotineiramente cumprimentar meus alunos nos corredores da Udesc.
  52. Consumir quantidades absurdas de pasta de amendoim (é o que me deu energia para tudo isso).
  53. Aprender a ser ineficiente
  54. Finalmente aprender a fazer screencasts
  55. Voltar a fazer terapia (e aceitar e entender o quão importante é isso para mim)
  56. Receber e-mail de um aluno dizendo que minhas aulas o fizeram querer trabalhar com Refrigeração
  57. Poke do Hai Poke. Crepes do Cine Café. Bolinho de Costela da Costelaria da Serra de Rancho Queimado
  58. Finalmente, depois de quase dez anos de formado, aprender realmente sobre engenharia de motores de carros (o Fábio recém formado jamais imaginaria que daria aula sobre motores turbo)
  59. Passeios quase diários com o João nas ruas do Balneário Daniela
  60. Largar de Senhor dos Aneis e ler livros que me cativam: Deuses Americanos, Belas Maldições, O Médico e o Monstro, 20000 Léguas Submarinas, O Grande Gatsby
  61. Finalmente comprar um iPad e um Apple Pencil e usá-lo para corrigir trabalhos e ler artigos de maneira eficiente e prazerosa
  62. Cada vez mais, escrever no meu diário para aprender a pensar melhor
  63. Equipar a minha sala na Udesc do jeito que eu quero
  64. Em outubro, fazer mais um destralhamento digital. Deletar Instagram, YouTube, Wikipedia, IMDB do celular. Reaprender a priorizar as coisas.
  65. Passear e brincar com meu filho praticamente todo dia, sem celular, sem TV, apenas eu, ele, e seus brinquedos
  66. Poder contar com a melhor esposa do mundo como minha parceira nesse ano louco, minha âncora contra ansiedade, minha companhia amorosa não importa o que aconteça
  67. Ver o modo como minha família (de todas as direções!) ama e cuida do João Pedro
  68. Estudar o método PARA e o Second Brain
  69. Guacamole toda semana
  70. Aprender a usar máscara como nova peça obrigatória, aceitar isso, e perceber que as da Adidas são as melhores
  71. Filmes vistos esse ano: Democracia em Vertigem, Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, Batman vs Superman, A Chegada, História de um Casamento, Mulher-Maravilha
  72. Cuca da minha sogra
  73. Cucas de Joinville
  74. Widgets do iOS 14: Todoist, Fotos, Fantastical, Focused Work, Pocket Casts
  75. Ser convidado pelos alunos para orientarem seus TCCs, e aceitar que minha carga horária e minha condição de professor substituto não deixa
  76. Livros didáticos: todos do Çengel, Brunetti, Heywood, Incropera, Refrigeração e Ar-condicionado do Stoecker, Geração de Vapor do Edson Bazzo
  77. Acompanhar as eleições nos EUA e as desgraças do nosso governo enquanto re-assisto todas as temporadas de House of Cards e ver tudo ficar mais claro
  78. Ver o meu espaço de armazenamento no meu celular ser tomado por fotos do João Pedro
  79. Um único livro de não-ficção lido nesse ano: Crianças Dinamarquesas
  80. Passar um Natal diferente em um pesque-e-pague, em família, e ver a reação do meu filho ao encontrar cachorros, galinhas, ovelhas, cavalos
  81. No evento acima, ajudar meu sobrinho a ter uma primeira experiência dirigindo um carro
  82. Finalmente dirigir até Cascavel, cidade natal da minha esposa, em uma estrada belíssima
  83. Voltar a ir às Missa, na minha nova paróquia, e conhecer um pouco mais dos Salesianos de Dom Bosco
  84. Assistir The Crown com minha esposa
  85. Montar uma Coroa do Advento (não relacionada com a coroa acima) e acendar as velas todo domingo
  86. Concluir o Ano do Novo, cheio de experiências novas (é só ver essa lista)
  87. Planejar o tema de 2021: O Ano da Diversão
  88. Aprender a dirigir em Joinville sem uso do GPS
  89. Fazer compras on-line para tudo, e parar de gastar tanto tempo em supermercado (independente da pandemia)
  90. Tomar café lendo a Folha de São Paulo, com assinatura grátis para professores (embora eu saiba que acordar com as notícias não é uma boa ideia)
  91. Escolher padrinhos para o meu filho, e chamá-los de “meu compadre” e “minha comadre”
  92. Conseguir postar 20 textos no blog
  93. Experimentar Apple Arcade e testar dois jogos no final de ano: Oceanhorn 2 e Outlanders
  94. Aprender a comer melhor com meu filho: frutas, arroz e feijão, peixe
  95. Meu café da manhã preferido: Panqueca de aveia com pasta de amendoim e geleia de fruta
  96. Blogs: Austin Kleon, MacSparky, MacStories
  97. Passar alguns dias com meu filho dormindo no mesmo quarto que eu e aproveitar as músicas de ninar para eu pegar no sono
  98. Passar os últimos dias do ano em Cascavel, com minha família estendida
  99. Descobrir novos lugares para correr: Avenida Brasil em Cascavel, ADE e minha rua em Joinville
  100. Ver meu filho descobrir escadas e cachorros

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2021: O Ano da Diversão

O meu tema para 2021 é o Ano da Diversão.

Em 2020, eu fiz bastante coisa. Quando paro para pensar que criei um filho no seu primeiro ano ao mesmo tempo em que ministrei 17 créditos semanais em um curso de Engenharia Mecânica, praticamente apenas trabalhando de casa, eu me sinto levemente insano. Deu certo, eu consegui, mas eu preciso de um pouco de equilíbrio.

À medida que vou finalizando mais um semestre acadêmico, as aulas que tenho de preparar estão ficando mais redondas; meu orientador muito sabiamente me deu a dica de que são necessários três semestres para você realmente montar uma disciplina. Nesse ano, eu não preciso mais partir de uma velocidade inicial nula, mas refinar o que já fiz.

Meu filho também está crescendo, eu estou ficando mais habilidoso em conciliar paternidade com outras coisas. Eu não me iludo: vai demorar décadas até meu filho se tornar independente, mas o sono dele está se tornando mais estável, ele se movimenta pela casa sozinho, e, mais importante, estou brincando mais com ele e vigiando menos, o que quero reforçar mais nesse ano.

No que quero me divertir? O primeiro ponto é esse blog. Eu genuinamente gosto de escrever, e meus momentos de trabalho mais feliz são quando eu consigo separar um tempo para mostrar meu trabalho. Quero publicar mais nesse ano, e voltar a fazer desse blog uma parte importante da minha vida, como foi quando comecei.

Tenho alguns sonhos mais ousados também, como voltar a tocar violão, principalmente quando estiver com meu filho. Quero comprar um, voltar a estudar, e incentivar a musicalidade do meu menino – e a minha. Gostaria de poder jogar mais também, como forma de extravasar um pouco. Fazer coisas que não são relacionadas ao trabalho é uma questão de saúde mental.

Em 2020, eu tive poucos finais de semana de descanso, e está na hora de mudar isso. Eu já vinha pensando nisso, e Rob Walker sugeriu na sua última newsletter, em explorar mais a minha região. Quero fazer pequenos passeios em família, sempre de máscara e mantendo distanciamento social.

Onde vou arranjar tempo para isso? Da mesma forma como faço todas as outras coisas na minha vida atual: arranjando alguns minutos aqui e ali. Eu achava que não tinha tempo para exercícios, mas voltei a correr regularmemte. Eu achava que não conseguiria dar conta de 5 disciplinas, mas recebi até elogios pelas minhas aulas.

O Ano da Diversão não é um período de férias de 365 dias. Eu vou manter meus compromissos com meus alunos, criar meu filho, amar minha esposa, manter minha casa. Mas, a cada passo que tomar: vou me perguntar: é possível fazer isso de maneira divertida?