Arquivo mensal: junho 2018

2018-05-30 (1)

Um dia de trabalho típico (e um bom dia): programando em Python e plotando coisas no PyCharm.

A propósito: em 2018 eu finalmente parei de ser teimoso com a mentalidade de “uso apenas um editor de texto” ou “vou criar uns gráficos rápidos em Jupyter” para minhas tarefas que exigem programação. O PyCharm é fantástico para o meu fluxo de trabalho: lidando com módulos grandes, navegando entre classes e funções, executando scripts de pós-processamento. E eles oferecem gratuitamente licenças acadêmicas!

Trabalhando sob pressão

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Essa semana estou tentando viver uma semana mais contemplativa, mais conectado a Deus. No meio de toda essa agitação, muitas vezes eu só quero estar sozinho com Ele.

Hoje estamos no meio do feriadão de Corpus Christi. Enquanto eu simplesmente observo a paisagem na janela, tudo parece tão anormalmente calmo, tão diferente de outros dias, e isso me fez pensar sobre minha rotina de trabalho.

Exagerando, acredito que existem dois tipos de pessoas: os que só funcionam sob pressão, e os que quebram. Eu definitivamente pertenço ao segundo grupo: prazos não me fazem ir para frente, eles me paralisam.

Eu me conheço e sei que faço o meu melhor trabalho quando estou calmo, quando minha tela de Hoje no Todoist está vazia, quando meu calendário está deserto. Nesses dias, minha mente está livre para mergulhar em algum artigo complicado que preciso entender, ou para criar um caderno Jupyter e fazer alguma análise mais complexa, ou para começar a escrever algo. Eu quero dias calmos não para que eu possa deitar e assistir Netflix, mas para que eu possa realmente trabalhar.

O lado ruim dessa minha personalidade é que sou um trabalhador lento, uma vez que gosto de deenvolver calmamente minhas ideias. Minha própria solução para isso é começar cedo e ser organizado. Eu não gosto de prazo, mas gerencio-os. Eu tento manter 2-3 projetos ativos, e trabalhar neles um pouco a cada dia até completá-los.

Eu ainda tenho de aprender muito; uma das maiores partes do meu doutorado está meses atrasada, e em parte a culpa é minha. Meu maior desafio: aprender a trabalhar com pessoas que precisam de pressão, e de trabalhar eu mesmo sob pressão nos tempos mais críticos (eles não vão durar para sempre).

Nota do autor: Os últimos posts foram escrito em inglês. Isso foi um experimento que começou quando estava na Dinamarca. Este blog é o justamente o meu espaço para experimentações.

Mas enfim, eu amo a língua portuguesa, fato que foi realçado pela minha experiência em Portugal. Eu escrevo em português no meu diário, leio livros em português, converso em português. A maior parte dos meus leitores são brasileiros, e eu escrevo para vocês. Já leio e escrevo bastante em inglês para meu doutorado, e assim vou voltar a escrever regularmente em português em FabioFortkamp.com.

Todos os posts em inglês vão continuar existindo, com as mesmas URLs de sempre.

Espero continuar com a leitura continuada de muitos dos meus leitores atuais. Agradeço a paciência de acompanhar esse experimento. E mais uma vez, obrigado por acompanhar esse simples blog!

Can I work only 40 hours as an academic?

Prof. Marco Mello has published (in Portuguese) some advice for people considering entering graduate school including how “graduate school is not a 9-to-5 job”, and that good doctoral students usually work way more than 40 hours a week.

Similar advice was given by Prof. Matt Might:

Ph.D. school is neither school nor work.

Ph.D. school is a monastic experience. And, a jealous hobby.

Solving problems and writing up papers well enough to pass peer review demands contemplative labor on days, nights and weekends.

Reading through all of the related work takes biblical levels of devotion.

Ph.D. school even comes with built-in vows of poverty and obedience.

The end brings an ecclesiastical robe and a clerical hood.

Students that treat Ph.D. school like a 9-5 endeavor are the ones that take 7+ years to finish, or end up ABD.]

Although I still haven’t completed my doctoral studies, and I greatly value advice from people who are more experienced than I am, I tend to disagree with this sort of argument. My views are more aligned with another Professor, Cal Newport; he argues that you should mantain a regular 9-5 schedule, and you can accomplish this by:

  • Dramatically cut back on the number of projects you are working on.
  • Ruthlessly cull inefficient habits from your daily schedule.
  • Risk mildly annoying or upsetting some people in exchange for large gains in time freedom.
  • Stop procrastinating.

From observing all kind of people working around me, I’ve come to the conclusion that working hours mean very little. If someone maintains two-hour lunch breaks, plus one-hour coffee breaks, plus 2-3 meetings per day, plus endless sessions to process email, he might as well have worked 12 hours in a day without producing any value. On the other hand, if I work say 7 hours per day (as is usual for me, and without including the lunch break), but am able to keep two sessions of 2.5 hours each of intense concentration in an important task (like programming, reading and writing papers, studying some topic), haven’t I worked enough?

Additionally, for a graduate student, work is a subtle definition. If I leave the lab somewhat early to go for a run, and in my practice I listen to some podcast that gives me an idea to try at work on the next day, am I working or not?

I may only “work”, sitting down at my desk, for 7-8 hours each day, but I am constantly thinking about work, about how can I better write some section of some paper, about what does that theory mean, about some result I got from a simulation.

And lastly, there are non-work things that help me to work. I spend almost one hour each day praying and reading the Bible; I could work during that time, but doing this instead makes more calm and more focused than if I simply “worked”. Same for exercising on the evenings, or relaxing while watching a movie on the weekends.

Am I wrong?