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Sobre Fábio Fortkamp

Escritor, engenheiro, estudante de doutorado, interessado em ciência, tecnologia e produtividade, leitor serial, bebedor de cerveja, apaixonado por bons filmes.

2019, o ano da intencionalidade

Baseado no último episódio de Cortex, eis o meu tema para esse ano: 2019 vai ser o ano da intencionalidade para mim.

Eu me considero uma pessoa bastante organizada e produtividade, e recentemente listei algumas coisas que me ajudaram nesse processo, em particular durante o ano de 2018. Como já deve ter ficado claro, no ano passado eu aprendi a lutar contra a depressão e a levar a vida com mais calma e simplicidade.

Em 2019, está na hora de levar isso ao próximo nível. Com ajuda do método Bullet Journal, quero aprender a refletir mais sobre minhas ações, ser mais intencional no meu dia a dia e registrar melhor meus dias. Não apenas completar próximas ações, mas garantir que elas estejam de acordo com minhas metas reais.

Não é isso que é produtividade?

66 coisas que fizeram meu ano de 2018

Ideia totalmente roubada do Austin Kleon.

  1. Descobrir o que finalmente estava errado comigo, medicar-me, e voltar a ser feliz
  2. Casar com a mulher da minha vida
  3. Conhecer Darmstadt, apresentar parte de meu doutorado lá, reencontrar meus colegas da Dinamarca, voltar a falar alemão e comer comida alemã
  4. Comemorar meus 30 anos com minha família em Vitória (ES)
  5. La La Land e sua trilha sonora
  6. Passar o feriado de XV de Novembro em Timbó Grande com minha família estendida, e aproveitar a oportunidade para me reconectar comigo mesmo. Fazer paçoca de amendoim num pilão de madeira, manualmente
  7. Completar minha primeira turma das Oficinas de Oração e Vida e ser enviado como Guia dos TOV
  8. Publicar um paper com pesquisadores que admiro.
  9. Voltar a jogar Civilization e descobrir Euro Truck Simulator (graças ao Cortex)
  10. Aprender a meditar. Meditar e orar todo dia.
  11. Finalmente estabelecer o hábito de manter um diário/caderno
  12. Descobrir novos artistas no Spotify graças a esse sistema
  13. …mas então começar a usar Deezer por causa da TIM, e gostar
  14. Aprender a fazer leites e manteigas vegetais.
  15. Participar da minha primeira corrida em terras brasileiras. Correr e malhar regularmente
  16. Voltar a ler As Crônicas de Gelo e Fogo
  17. As séries da Marvel na Netflix
  18. Ver fabricados dois projetos de que participei, e me sentir mais engenheiro do que nunca
  19. Completar a redação da minha Tese
  20. Aprender a usar o editor Atom
  21. …mas continuar a usar o Emacs
  22. Comprar um Fitbit Charge 2 e ver minha vida mudar com ele. Repensar tempo perdido
  23. Re-aprender a dormir de noite, e aprender a dormir de tarde
  24. Finalmente assistir a Black Mirror e me encantar com San Junipero e Hang the DJ
  25. Ir em um show dos Tribalistas e redescobrir a obra de Arnaldo Antunes, Marisa Monte, e também Nando Reis (por tabela)
  26. Organizar-me para finalmente assistir às missas de Véspera de Natal e Natal do Senhor, em meio às preparações para a ceia de Natal.
  27. Redecorar a casa com minha esposa
  28. Depois de um ano dedicado ao doutorado e casamento, voltar a fazer planos futuros com minha esposa
  29. Finalmente ler todo o blog do Mr. Money Mustache e repensar a vida. Aprender a ser feliz.
  30. Filmes favoritos que foram lançados nesse ano: Aniquilação, Deadpool 2, Eu não sou um homem fácil, Nasce uma estrela, Operação Finale, Roberto da Escócia, Um plano imperfeito, Bird Box
  31. Alguns bons filmes que não foram lançados nesse ano, mas que só vi em 2018: La La Land, O Pai da Noiva, O Quarto de Jack
  32. Dicas de livros que li: Mundo Sem Fim, Leonardo da Vinci e as já citadas Crônicas do George R. R. Martin
  33. Newsletters: Cal Newport, Thais Godinho, Austin Kleon, Chris Bowler
  34. Completar tantas coisas graças ao Todoist
  35. Ressuscitar esse blog de maneira mais consistente
  36. Montar meu Home Office como eu queria.
  37. Voltar a tomar café, e deliciar-me todo dia com isso
  38. Mergulhar cada vez mais fundo no mar de Deus.
  39. Cadernos Neon da Tilibra
  40. Confort food: qualquer coisa com pasta de amendoim de manhã, cachorro-quente prensado à noite
  41. Aceitar que um dos meus maiores hobbies é cozinhar, e alocar ativamente tempo para isso
  42. Trocar de carro (Bluetooth e Car Play!)
  43. Usar muito meu iPhone e MacBook comprados no final do ano passado, e reconhecer: os preços são ridículos, mas eu adoro os produtos da Apple
  44. Setapp e seus múltiplos apps: BusyCal, Bartender, Forecast Bar, Wallpaper Wizard
  45. Ter uma garrafa de água comigo a toda hora
  46. Assinar Audible, começar a ler Getting to Yes, e pensar em maneiras de negociar minhas contas e reduzir minhas despesas
  47. Experimentar Yoga mas descobrir que não é para mim
  48. Fazer tarefas de casa enquanto Friends fica passando no fundo
  49. Ganhar uma Bolsa de Talentos de Inovação para 2019
  50. Com ajuda da Thais, aprimorar-me cada vez no GTD
  51. Descobrir o canal da Fê Neute e me entusiasmar para simplificar a vida
  52. Promoções de Temaki no Sushi Vibe e Tao
  53. Fazer “noites mexicanas” com minha esposa, com muito guacamole
  54. Fazer hommus
  55. Podcasts (escutados via Pocket Casts): Cortex, Mac Power Users, Free Agents/Focused, Nerdcast, Scicast, Talk Python to Me, College Info Geek, Hispters.tech, Numberphile, Braincast, The Productivity Show, Automators
  56. YouTube: CGP Grey, Geography Now, GTD Brasil, Vida Organizada, Numberphile
  57. Comer açaí e cuca toda semana com meus amigos de trabalho
  58. Assinar Natuorganics e ter sempre frutas, legumes e frutas na geladeira
  59. Praia da Daniela
  60. Após dica do Austin Kleon, usar exclusivamente os bons apps do WordPress para escrever esse blog
  61. Proclamar em alto e bom som: eu gosto de fazer as coisas com calma
  62. Dirigir por Florianópolis e Curitiba com Waze na central multimídia do carro e me sentir um motorista profissional
  63. Terminar o ano lendo O Método Bullet Journal e ficar entusiasmado em usá-lo em 2019 para ser mais reflexivo
  64. Proporcionar a minhas sobrinhas o sonho de passar o Reiveillón à beira da praia de Jurerê
  65. Mentalizar São Francisco de Assis, lembrar que ele ensinou-nos a amar todas as criaturas de Deus, e parar de reclamar de cachorros à minha volta
  66. Aprender que erros, na verdade, servem para a gente aprender e não para a gente se lamentar

Largando o vício em ar-condicionado

Eu tenho um sonho: viver uma vida sem reclamar de nada.

Acho que é normal estar insatisfeito com alguma coisa, e lutar para melhorar cada aspecto da nossa vida. O que não é normal é viver a vida externando todo tipo de frustração.

Estamos no verão, o que significa que os dias são quentes. Isso é inevitável. O que evitável é a torrente de reclamações:

  • “Meu Deus, que bafo!”
  • “Não aguento mais esse calor”
  • “Como alguém vive sem ar-condicionado?”
  • “Está muito quente para fazer qualquer coisa!”

Nesse verão, querido leitor, que tal adotar uma outra estratégia? Que tal aprender a condicionar o corpo a resistir melhor ao calor, e não sobrecarregar o condicionador de ar todo dia? Veja o que o um dos meus blogueiros favoritos, Mr. Money Mustache, tem a dizer sobre isso.

Como Engenheiro Mecânico, especialista em refrigeração ainda, eu sou totalmente favorável à tecnologia do condicionamento de ar. No meio da nossa cidade de concreto, com o sol derramando calor pelas nossas janelas, um condicionador de ar é essencial para manter o conforto de uma sala fechada cheia de gente. Imagine ir em uma loja, clínica ou shopping. sem ar condicionado? Até a minha paróquia, administrada por Franciscanos — conhecidos pelo seu respeito à simplicidade e austeridade nos gastos — instalou múltiplos aparelhos na Igreja Matriz.

O que acho que pode mudar é o hábito de se trancar no quarto, sozinho, para ver Netflix, com a temperatura do seu split no mínimo. Como é impossível o mundo ser 100% refrigerado, ao sair do quarto você vai previsivelmente falar um palavrão seguindo das reclamações acima.

Não é tão difícil. Abra bem a janela, mas instale cortinas (uma das melhores coisas que fizemos na minha casa para diminuir a radiação solar). Use um ventilador. Beba bastante água, e leve uma garrafa a todo lugar. E aproveite o dia lá fora! Passe protetor solar, use roupas claras e leves, e ao chegar em casa beba mais água ainda.

O que me torna cristão

Não foi o presidente eleito que causou essa onda de ódio, ele só tornou aceitável ser partidário disso. Nesse Natal, a leitora vai ouvir argumentos de que “tem de matar mesmo” enquanto come aquele peru ou aquele bacalhau. É melhor jair se acostumando.

Mas também é melhor não perder a esperança. VOCÊ pode ser o diferente da família, e espalhar essa paz no mundo. Pode tratar bem quem lhe trata mal. Pode oferecer ajuda ao bêbado na rua. Pode sair da roda quando começarem a fofoca contra aquele colega de trabalho. Pode ficar calada quando começar a gritaria.

O que me torna cristão, afinal, é que eu acredito no AMOR, e Ele vai vencer o medo. Ele perdoou a tudo e a todos. prometeu a um ladrão que este ia entrar no céu junto com Ele, e quem sou seu para fazer diferente?

E hoje lembramos que Ele veio para o nosso mundo, alegrar-se conosco e sofrer conosco.

Feliz Natal!

Como ser feliz

Essa é a pergunta de um milhão. Na verdade, a pergunta cuja resposta não tem preço.

Lidar com depressão não é fácil, mas pode ser feito. Essa doença, principalmente se associada a transtornos de ansiedade, efetivamente ataca o seu cérebro e faz você enxergar o mundo de maneira distorcida, como se tudo fosse dar errado. O Fábio que está tratado é o Fábio verdadeiro, completamente diferente do Fábio de uns meses atrás, que não conseguia responder positivamente à pergunta: “você é feliz?”.

Nas minhas últimas sessões com minha terapeuta, temos nos dedicado a elucidar o porquê da minha felicidade e, claro, como perpetuá-la.

Eis um vislumbre de resposta: eu sou feliz porque eu vivo a minha vida como eu quero, nos meus termos, e não a vida que os outros querem que eu viva.

Como qualquer usuário do Instagram, com meus pontos fracos e defeitos, também sinto um resquício de inveja quando vejo posts de viagens, restaurantes e gadgets recentes. Mas então o Fábio mais maduro assume o comando e vê as coisas de uma perspectiva mais palpável.

Apesar de ganhar muito menos que meus colegas de faculdade, eu passo os dias estudando, escrevendo e programando, três atividades que me dão muito prazer. Eu moro em um ótimo apartamento, de onde eu e minha esposa vamos a pé para nossos respectivos empregos, rodeado da natureza, presente de Deus. Em vez de perder tempo no trânsito todo dia, eu tenho o privilégio de trabalhar muitos dias em casa, quando preparo o almoço que eu e minha esposa comemos juntos, durante o intervalo de almoço dela (sim, o emprego dela é perto assim).

Se eu tenho de ir até o centro da cidade, eu posso, conscientemente, ir de ônibus e ler algo interessante, em vez de tomar o meu carro confortável e economizar uma meia hora ao custo de ficar num ciclo de acelera-freia-anda-para. O “normal” no mundo em que fui criado é sempre dirigir, a qualquer distância que seja, mas voltamos ao tema central: essa é a minha vida. Eu odeio dirigir, e eu não sou errado por causa disso.

Para horrar dos meus pais, nós quase não saímos para jantar, ou para ir ao cinema ou a um bar, e nunca pedimos comida com a exceção da pizza muito ocasional. Essa é a nossa realidade, mas adivinhem — essa é a nossa vida, e não a dos meus pais. Eu amo cozinhar, e nós não nos importamos em comer a maioria das refeições em casa se é para manter essa vida descrita acima.

Eu reconheço que minha vida é muito mais simples e ao mesmo tempo muito mais privilegiada que muitos dos leitores. Talvez a leitora tenha um emprego desagradável mas necessário para sustentar o filho. Mesmo assim, eu argumento que é possível começar a tomar o controle da vida e ser mais feliz, nem que seja aos poucos. Você trabalha tanto para comprar coisas para o filho — mas são coisas de que ele realmente precisa, ou que sua família/amigos dizem que ele precisa?

Pare e pense: do que você precisa para ser feliz?

Como se irritar menos

Hoje precisava falar com um colega de trabalho que não apareceu, e isto está comprometendo meu dia de trabalho. Eu posso ficar irritado, OU aceitar que isso não é do meu controle. Que sei eu da vida dele? Será que ele não está num compromisso de trabalho, que vai resultar em melhorias para o nosso trabalho? Ou será que ele não acordou muito mal e está se recuperando?

Um familiar meu tem grandes problemas com a namorada de outro familiar nosso. Ele fica irritado sempre que essa pessoa aparece. Mas, como trabalhamos nas Oficinas de Oração e Vida, o que odeia sempre sofre mais que o odiado, que geralmente nem se importa com o que o odeia. O que se pode fazer? Ele vai falar com o próprio parente sobre o seu desgosto, e arriscar a sua relação com ele? Essa namorada faz parte da nossa família, e quanto menos sentimentos negativos alimentarmos em relação a ela, melhor para nós.

Como se irritar menos? Basta aceitar o que não se pode mudar.

Repensando tempo perdido com Fitbit Charge 2

Eu sou daquela geração de millenials que sabe que o mundo ainda não é 100% digital, e que não acha um absurdo quando um lugar não aceita cartão de débito ou crédito. Um exemplo é minha terapeuta; sempre que tenho uma consulta, tenho de ir até um caixa eletrônico sacar a quantia a ser paga pela sessão.

“Que atraso de vida! Por que você não faz transferência pelo app do banco ou usa um desses Picpay da vida?”, perguntaria um dos meus primos mais novos.

Porque caminhar até o caixa eletrônico para mim não é mais uma perda de tempo, mas parte essencial da minha rotina, graças a esse aparelho mágico:

Fitbit Charge 2

O Fitbit Charge 2 foi um presente que me dei quando estive em Darmstadt, e tem sido um incrível acessório para me tornar mais ativo. Esse pequeno relógio não chega a ser um smartwatch, e na verdade era exatamente isso que queria; além de ser um terço do preço de um Apple Watch ou similar, eu não quero nada que fique me notificando de nada — o Charge 2 até pode notificar de mensagens (tradicionais, via SMS) ou chamadas, mas eu logo desabilitei isso. O que eu queria era um dispositivo que me permitisse facilmente (1) contar os passos e (2) medir os batimentos cardíacos, e (3) que me mostrasse isso de maneira clara.

Eu já não era uma pessoa sedentária, e usar o Charge 2 não me fez emagrecer; a grande mudança foi me fazer valorizar as pequenas caminhadas, para sempre tentar cumprir a meta de 10 000 passos por dia. Ou me fazer sempre pegar a escada, para cumprir a meta de subir 10 andares por dia. Ou não negligenciar a musculação ou a corrida, para ter um calendário recheado de exercícios.

Agora (mais do que nunca) eu faço questão de inserir pequenas caminhadas no meio dia, muitas vezes aproveitando para fazer alguma pequena volta, como o exemplo do caixa eletrônico no início do post. O Charge 2 também me notifica para levantar periodicamente, e é a desculpa perfeita para me alongar um pouco ou buscar uma água.

Por último, tenho usado muito a função de monitoramento do sono; uso o relógio (ajustado de maneira bem folgada) durante a noite, e ele me acordo com uma leve vibração, o que é muito mais agradável do que um som repentino dos despertadores tradicionais. Como um bônus, o relógio traça um histórico dos meus batimentos durante o sono e consigo ver como foi minha noite.

Infelizmente, esse dispositivo não está disponível no Brasil, mas existem similares. Se a leitora tem condições financeiras, ou se o leitor é afortunado e está querendo algo para a lista de Natal que pode melhorar a saúde em 2019, recomendo!

Como montei meu Home Office ao estilo GTD

No meu último post sobre GTD (em inglês devido ao meu experimento de tentar converter esse blog para o inglês), eu falei por que aprender GTD. Em resumo: esse método me ajudou a me recuperar de um período muito estressante e de prazos perdidos e começar uma época de grandes realizações com menos estresse. As conclusões atingidas naquele post se propagaram: depois daquilo, eu me casei, terminei de escrever uma Tese de Doutorado (atualmente em edição), consegui ser aprovado no Programa de Talentos para Inovação, tudo isso enquanto curto a vida de maneira geral.

O método GTD preconiza 5 hábitos para você processar todo tipo de informação que chega na sua vida e transformá-la em itens acionáveis. Entretando, David Allen diz no livro oficial que, antes de começar a se aventurar no método, é bom ter todas as ferramentas disponíveis. De fato, uma das ideias do livro com que eu mais me identifico é essa: a perda de produtividade por não ter uma caneta ou uma pasta de plástico à disposição é enorme. Assim, eu fiz os meus esforços para montar um Home Office de maneira bem funcional. Admito que o que vou descrever não é perfeito, e que estou sempre tentando melhorar. Como falei no último post, esse tipo de texto é só uma maneira de eu mostrar meu trabalho.

E para quem não tem Home Office?

Vou ser o primeiro a declarar: eu sou incrivelmente privilegiado por morar num apartamento onde posso montar meu Home Office. Sei também que ele irá sumir quando vier o primeiro filho, e fico muito tranquilo com isso. Mas, já que tenho essa oportunidade, tento aproveitá-la da melhor maneira, e trabalho muito frequentemente em casa.

O que vou descrever aqui se aplica a qualquer ambiente de trabalho, na verdade, e vou incluir fotos do meu “ambiente secundário”, no laboratório onde trabalho. Aposto que, se a leitora for um trabalhadora do conhecimento (i.e. não braçal) deve ter uma mesa para si em algum lugar da empresa.

Se não tiver acesso a isso, vale a pena organizar a ideia de ter uma escrivaninha que caiba em algum cômodo da sua casa. David Allen toca muito na importância de ter um ambiente próprio para “controlar a sua vida”. Faça aos poucos. Na Dinamarca, eu morava em uma kitinete de 49 m² com minha esposa, e meu Home Office era um canto da mesa que já existia no local:

Home Office na Dinamarca

Uma mesa funcional

Falando agora realmente do meu Home Office, é assim que eu vejo ao sentar para trabalhar:

Home Office vista frontal

O primeiro detalhe que eu espero que fique muito visível é que o ambiente está pronto para eu trabalhar. Meu laptop está instalado numa posição boa, o monitor está bem ajustado, o conjunto mouse/teclado/Magic Trackpad está numa posição confortável, meu caderno de anotações está a postos, as caixas de som estão bem posicionadas.

À direita, o leitor vê a minha impressora, e se preciso lidar com papel, tudo está ao alcance da mão: grampeador, régua, fita, canetas, clipes, post-its, blocos de papel.

Outro item de suma importância é um conjunto de “bandejas” para acomodar papéis e outros objetos:

Bandejas no Home Office

A bandeja de cima é o que o método GTD classifica como uma caixa de entrada: itens aleatórios sobre os quais não dediquei atenção ainda. Sempre que eu chego em casa com correspondência ou algo físico a que eu precise dedicar atenção (nem que seja guardar num lugar especial), eu coloco na bandeja, para posterior processamento. O mesmo vale para qualquer pedaço de papel no qual eu tenha escrito alguma coisa que precisa ser transformada em outra coisa.

Na gaveta do meio, entram os Materiais de Suporte a Projetos, i.e., tudo que eu precise usar para projetos ativos na minha vida. Ali estão folders de conferência que preciso estudar com atenção, ingressos para shows já comprados, papers a ler.

Na gaveta de baixo, estão materiais de anotação. Uma cópia do excelente Roube como um artista: o Diário e um bloco de notas.

Aposto que o leitor há de concordar que isso é melhor que ter papeis jogados sobre a mesa.

Como comparação, aqui vai uma foto da minha mesa na Universidade. Parte da minha personalidade nerd é querer ter ambientes consistentes em diferentes lugares.

Estação de trabalho na universidade

E nas gavetas?

Naturalmente, nem tudo cabe na superfície da mesa. Minha incrível esposa organizou minhas gavetas, mantendo sempre o princípio de ter todo tipo de pequenos acessórios à mão. Na primeira gaveta mantenho itens frequentemente acessados ou coisas mais avulsas:

Gaveta no escritório com itens avulsos ou frequentemente acessados

(Detalhe especial para a rotuladora, uma das minhas melhores aquisições recentes).

Na segunda, estão suprimentos, como uma meia dúzia de elásticos e pastas vazias para usar sempre que quiser arquivar…

Gaveta no Home Office com suplementos de escritório

… algo na minha gaveta de documentos:

Gaveta no Home Office com pastas de documentos

Conclusões

Sim, querido leitor: eu gosto de ter tudo à mão e organizado. Com um ambiente robusto assim, fica muito mais fácil desenvolver os hábitos de produtividade.

Mas me digam: o que acharam do meu setup?