Arquivo mensal: agosto 2014

O Futuro do LaTeX, Parte II — Por Que LaTeX

Na primeira parte desta série, falamos da importância de linguagens de marcação.

Vamos analisar qual é o nosso problema e por que estou gastando tempo nisso. O seu computador contém arquivos em inúmeros formatos; alguns podem ser abertos por apenas um programa (ou um pequeno número deles). Geralmente se identifica o tipo de arquivo pela extensão do nome (algo do tipo nome_do_arquivo.extensao). Assim, o seu navegador não sabe o que fazer com um arquivo .xls, enquanto que o Excel não consegue abrir uma apresentação .ppt do PowerPoint.

Um arquivo é apenas uma sequência de bytes, um conjunto de 0 e 1 que você já deve ter visto em algum filme de ficção científica. A questão é como interpretar essa sequência, transformando-a em informação útil ao usuário. Os 0 e 1 de um arquivo do Word, por exemplo, contém todas as instruções sobre o texto, as imagens, as margens, as tabelas, as fontes etc

O formato mais básico de todos é um arquivo de texto puro (plain text). Um arquivo de texto puro contém apenas bytes que representam caracteres, sem nenhuma informação adicional. Os programas ainda precisam saber converter os bytes em letras, mas é só isso; é um formato bem documentado, aberto, e praticamente todos os sistemas lidam bem com texto puro. Se o leitor que usa Windows criar uma nota, salvar como um .txt e me mandar, posso abrir esse arquivo no meu iPhone. Existem alguns detalhes de apresentação que são característica do editor; a fonte na qual o leitor escreveu a sua nota não é a mesma na qual eu vou ler, porque esta informação não está embutida no arquivo. O programa lê o texto e o apresenta numa fonte arbitrária, ou até numa outra cor.

Mas, se o texto puro não contém formatação, como, usando esse tipo de arquivo leve e portável, produzir obras complexas como livros, sites, artigos, relatórios?

Fazemos isso com linguagens de marcação. Usando comandos em texto, marcamos regiões do nosso arquivo para serem formatadas; um programa então processa esse arquivo, interpreta os comandos e cria um arquivo final destinado à visualização.


No primeiro texto falamos de HTML e páginas da web. Agora vamos falar da produção de documentos científicos, com sua divisão em capítulos e seções e uso de equações, figuras, tabelas.

O formato mais usado na Academia para isso é o LaTeX, que é uma extensão de uma linguagem chamada TeX, que por sua foi criada por um matemático especificamente para produção de livros sobre programação e, não por acaso, é especialmente adequado para criação de equações.

(Se o leitor já está familiarizado com a linguagem e quer saber sobre o que eu acho do tal futuro do LaTeX, por favor aguarde o próximo texto. Primeiramente darei uma breve explicação do que é LaTeX e por que o uso.)

Um documento em LaTeX tem a seguinte forma:

\documentclass{article}

\usepackage[utf8]{inputenc}

\title{O Futuro do \LaTeX}
\author{Fábio}

\begin{document}

\maketitle

\section{Introdução}

O \LaTeX{} é ótimo para fazer equações, como essa na mesma linha $E = m c^2$ ou esta em um parágrafo a parte:

\begin{equation}
    a^2 + b^2 = c^2
\end{equation}

\end{document}

Repare na estrutura lógica desse trecho. Definimos a classe de um documento, (e existem diversas, como book, report, entre outras, que podem até ser criadas pelo usuário), definimos um título e um autor, damos um comando para um começo de seção. No primeiro parágrafo, colocamos uma equação, e depois criamos outra separada. Por último, fechamos um documento.

Vale repetir: isto é apenas texto. Na versão final, o título vai estar em um estilo, o cabeçalho do capítulo outro, o parágrafo normal em outro. As equações vão ter uma fonte diferente e assim por diante.

Como produzir esta versão final? Além de ser uma linguagem, existe um programa chamado LaTeX que compila um arquivo contendo um texto válido. Este post já está muito comprido, mas o leitor pode facilmente encontrar instruções de como fazer isso da maneira mais fácil na sua plataforma (Windows, Mac, Linux, até iOS). O resultado é algo assim, um PDF de onde tirei este screenshot:

Este documento é muito simples e não se compara à complexidade de uma dissertação. Existem muitas outras coisas que o LaTeX pode fazer, em especial citações. Se o leitor já fez algum trabalho acadêmico, sabe a dor que é produzir referências bibliográficas adequadamente formatadas; com o LaTeX, você cria um arquivo de bibliografia, separado do texto, contendo todas as suas referências escritas numa linguagem própria (BibTeX). Depois, cria um pacote dizendo como processar essa linguagem e produzir uma referência (como “AUTOR, Título. Local: Editora, Ano”), e, claro, existem inúmeros pacotes prontos, inclusive para ABNT. Assim, no texto, você precisa apenas escrever \cite{fortkamp}, por exemplo, e o LaTeX e BibTeX formatam a referência para você.

Isto é só uma introdução e não espero que o leitor aprenda a usar o LaTeX. Quero que fique claro apenas isso: é uma linguagem de marcação especializada para criar documentos científicos. Usando texto puro, é possível mesclar o texto que estou escrevendo com comandos que vão ser processados depois, gerando um arquivo pronto para ser distribuído.


Mas afinal, por que eu uso isso? Para repetir a pergunta que eu ouço muito, por que eu não uso o Word como uma pessoa normal?

Confiança é, para mim, um aspecto importante de como usar a tecnologia, e o Word simplesmente não é confiável. Eu já perdi muitos trabalhos feitos no Word, depois de ele travar quando eu adiciono uma figura muito grande, e isso é inaceitável. Além disso, se criar equações complicadas em LaTeX é difícil, no Word é impossível.

Quando estou escrevendo um texto em LaTeX, eu não clico em nenhum menu para inserir figura, ou deixar um pedaço negrito, ou nada disso. Vou repetir mais uma vez porque sou chato: é apenas texto. Você não insere tabelas no arquivo fonte; você dá um comando para o processador LaTeX produzir uma tabela ali. Com a prática (e com um livro de referência do lado para consultar), fica muito fácil criar uma equação complexa, digitando apenas comandos.

Além disso, o LaTeX separa a formatação da escrita. No exemplo acima, eu dou um comando para criar um título, mas não existe nenhuma informação de como o título vai estar formatado; isso é papel da classe do documento. Como falei, é possível criar classes próprias (existe uma ótima que formata todo o documento já seguindo a ABNT). Essa filosofia desencoraja o hábito nada produtivo de ficar “ajustando” a fonte e o estilo de um documento enquanto se escreve.

Gosto também da extensibilidade. O LaTeX foi criado para textos em inglês, sem acentos, mas existe um pacote que permite esses caractereres a mais (é o pacote inputenc que usei acima) — observe que a data ficou em inglês, e omiti o pacote que faz a tradução justamente para chamar a atenção para este fato. Existe outro, um dos meus preferidos atualmente, que formata unidades SI adequadamente. Ou seja: quando você está escrevendo, e encontra um problema, a chance de você achar um pacote pronto é alta.

Por último, o LaTeX é independente de programas. O compilador é software livre e pode ser facilmente instalado em qualquer sistema. E o editor… não existe um “editor de LaTeX”. Vamos repetir? É apenas texto. Você pode escrever no maldito Bloco de Notas, se quiser; ou pode escrever em algum editor de texto poderoso (voltado geralmente para programação), como o Notepad++ no Windows ou TextWrangler no Mac (que eu adoro e estou usando para escrever este post). Se preferir algo mais fácil, existem editores “integrados”, que reúnem a edição com o processamento (no Mac, muitas vezes eu uso o Texpad , que é bem razoável) — mas eles são apenas isso, editores. O texto que você escrever em um editor do Windows e me mandar vai ser aberto e, se eu tiver instalado todos os pacotes que você usou, compilado normalmente no Texpad.

Mas se o LaTeX é tão bom, por que eu acho, como é o título desta série, que ele precisa de um futuro? Aguardem cenas do próximo capítulo.

A Guerra dos Tronos e a Religião

falei que não tenho qualificações para analisar um livro de ficção, mas gostaria de traçar alguns comentários interessantes, começando com um dos meus livros preferidos, A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin. Desde já aviso que esse texto é resultado da minha observação apenas, sem nenhum tipo de pesquisa.

A Guerra… é um romance de fantasia, situado num tempo e lugar místico que se parecem com a Europa medieval, com reis, castelos, casamentos políticos e guerras. Isso está evidente e todo mundo fala disso. Há um detalhe, porém, que talvez poucas pessoas tenham percebido.

Se essa história se passasse mesmo na Idade Média, teríamos personagens muito importantes: bispos, padres, o Papa. Não sou historiador, mas parece-me impossível falar da história política da Europa nessa época sem falar da Igreja. Com as cruzadas, a Inquisição, os bens e tesouros da Igreja, o relacionamento do Papa com os reis, esta instituição moldou esse período.

Em A Guerra dos Tronos, não vemos esse tipo de personagem. A religião é um elemento de bastidores.

Em Westeros, o continente onde se passa a maior parte da história (e onde vou me concentrar), existem duas religiões: uma primitiva, de deuses da floresta, sem nome; e uma mais “moderna”, mais organizada, oficiada por homens chamados de septões e mulheres chamadas septãs (convém dizer que o nome do deus dessa religião também não aparece, embora seja sugerido que há um, em contraste com a outra). A religião primitiva já foi dominante, trazido pelos primeiros habitantes do continente, mas agora é seguida apenas por poucos grupos, em geral ligados diretamente aos Primeiros Homens. Não vemos nenhum tipo de discriminação, mas uma certa marginalização dos seguidores dos deuses primitivos — situação iconificada em Jon Snow, o bastardo, o que é diferente em tudo, incluindo, é claro, a sua religião antiga. A maioria dos personagens seguem a religião dos septões, que, lembrem-se, veio depois.

Uma religião que é introduzida, começa pequena e aos poucos domina as outras. Claro que você já viu isso antes.

Martin apenas usou um padrão que se repete. Pelo que me lembro da aulas de História, o próprio Cristianismo começou marginalizado, uma religião de judeus dissidentes, perseguido pelos chefes judaicos e pelos seguidores dos deuses romanos. Uma religião mais “primitiva”, de pescadores e marceneiros, que celebra a morte de um Homem na cruz, comendo da Sua Carne e bebendo do Seu Sangue. Essa mesma religião foi dominante por muitos séculos depois, passando de perseguida a perseguidora, incluindo dos mesmos judeus que foram os algozes no começo. Hoje, vemos um declínio, com o Catolicismo perdendo espaço para as igrejas neopentecostais.

Análises similares, da ascenção e declínio de religiões, poderiam ser feitas com o Judaísmo e com o Islamismo. É um padrão que repete ao longo da História, e o autor assim cria um cenário interessante.


Outro ponto interessante é a “união Estado-Igreja”. Como falei, não parece haver uma Igreja que participe de fato do jogo político, mas muitos acontecimentos cívicos acontecem no âmbito religioso. Casamentos, por exemplo, são oficiados por um septão em um septo, e isso o torna sagrado; não é preciso havei lei de casamento civil. Da mesma forma, juramentos da Muralha, uma ordem de guardiões do reino, são feitos com juramentos aos deuses (e cada iniciado por expressar o seu juramento na sua fé), e assim tomados como perpétudos. Romper o juramento, abandonar o seu posto, equivale a mentir para os deuses, e o leitor o que acontece com quem faz isso.

O que me chama a atenção, porém, é que a religião faz parte da vida nesses momentos importantes, mas ela não parece fazer parte da vida cotidiana dos personagens. Não existem cultos regulares, a que os personagens vão. Não existem também personagens religiosos, como seria de se esperar num romance desse tipo; não existem personagens “cegos” pela fé, ou que guiam suas ações pelos deuses. Todos têm motivações muito mais mundanas.


Leu um livro e tentar traçar uma análise assim se provou uma experiência riquíssima, uma que aconselho a todos. Eu quero me tornar um leitor cada vez melhor, e acredito que para isso é preciso absorver os detalhes dos livros, interpretá-los, aprender com eles, não apenas fechar o livro e pôr de volta na estante. Escrever as resenhas de livros de não ficção têm me ajudando muito, e estas análises dos romances são o próximo passo.

Resenha: Conecte-se ao que importa

Um dos meus textos favoritos publicados em FabioFortkamp.com é Você não precisa de uma tela Retina, onde falei que nem todo mundo precisa do melhor smartphone do mercado; precisamos usar a tecnologia para resolver nossos problemas da melhor maneira, e detalhes como a qualidade ultra-refinada da tela ou a velocidade do processador muitas vezes são supérfluos.

Não é um dos textos mais populares desse site, mas tê-lo escrito teve um impacto grande sobre a minha maneira de pensar. Quando sai alguma notícia sobre algum gadget ou app novo, eu ainda não consigo evitar ficar bem animado, mas sempre paro e me pergunto que utilidade teria aquilo na minha vida. O que conseguiria fazer de bom com essa nova tecnologia? Tirando a infame parte cool da novidade, para que serve?

Essa minha visão utilitária de engenheiro não significa que menosprezo áreas abstratas como Física e Matemática — pelo contrário, admiro-as profundamente! A nossa busca por conhecimento é que nos faz humanos, em parte. Porém, quando somos usuários da tecnologia, precisamos pensar sim na utilidade de coisas nas quais gastamos nosso dinheiro e nosso tempo.

Um livro que expressa muito bem essa minha filosofia, de usar os recursos tecnológicos para um fim maior, é Conecte-se ao que importa, do jornalista Pedro Burgos, e se você concorda ao menos em parte comigo, deve lê-lo.


Burgos era editor do Gizmodo Brasil mas se cansou de escrever sobre GHz, como ele mesmo diz. Conecte-se … é uma reunião das suas ideias sobre tecnologia como um meio, sobre o quanto a nossa permanente conexão (seja à internet, seja simplesmente à tela do celular) está afetando a nossa ligação com o mundo real, e sobre como precisamos curar esse nosso vício.

Não é difícil atestar que estamos sim viciados. Num exemplo matador, o autor exemplifica que nossa definição de um lugar distante e remoto é “onde não pega sinal de celular”, ou seja, onde nem existe mais civilização. E quando isso se torna um fator para não querermos ir mais viajar, ficar com pessoas que nos fazem bem, pelo simples medo de ficar desconectado, isso é um problema.

Existe uma analogia muito interessante com carros no livro. No começo, o carro era uma invenção revolucionária, que agilizou muito o transporte de pessoas. Hoje, porém, usamos o carro para ir na padaria da esquina, usamos o carro como transporte individual para tudo, e achamos estranho quando alguém usa o ônibus — pior, sentimos pena. O resultado nos afeta, com cada vez mais acidentes e congestionamentos. O que estamos fazendo, então? Propondo uma volta à bicicleta, ao rodízio de carros, ao incentivo ao transporte público — ou seja, ao uso mais esporádico do carro — em busca de um equilíbrio. No futuro, vamos ter de fazer isso com a internet.

Ao longo do livro, então, Burgos analisa diversos aspectos da nossa relação com tecnologia, expõe problemas e mostra como pode-se pensar numa solução. Num dos meus exemplos preferidos, o autor conta que encontrou um amigo para contar sobre sua viagem, mas percebeu que o outro estava desinteressado, pois já tinha visto todas as fotos no Facebook e lido tudo no blog. As redes sociais talvez estejam eliminando o fator “quais são as novidades?” de uma conversa.

Existem vários outros pontos que me chamaram realmente a atenção. Os aplicativos de navegação, por exemplo, são fantásticos, e, repito, resolvem um problema real. Mas a febre do social é tão grande que queremos socializar até mesmo quando estamos dirigindo, usando o Waze (que pertence ao Google) para informar onde há blitz e para nos comunicar com outros motoristas, porque claro que isso é sensato. Ou o paradoxo em que chegamos em relação a internet: temos acesso a todo tipo de opinião, mas o Google e o Facebook fazem um esforço enorme para personalizar a nossa internet, exibindo-nos apenas o que interessa. Ou sobre a nossa aversão ao tédio, onde puxamos nosso smartphone a cada vez que ficamos sem fazer nada, e isso pode estar tirando nossa capacidade de pensar.


O último capítulo, “O Preço do Gratuito”, deveria ser impresso à parte e todos os brasileiros deveriam ler. É 2014, o Netflix custa menos de R$ 20 por mês, um filme numa locadora custa R$ 5, e ainda tem gente baixando filme por torrents — pior, achando que isso é um direito, já que está lá na internet mesmo, e que isso não é roubar já que não diminui a quantidade de filmes disponíveis, e que pelo menos você não está dando dinheiro para o camelô da esquina.

Não se iluda. Se você baixa um filme, você está roubando uma obra. Produzir um filme é um trabalho, assim como o seu emprego, e as pessoas são pagas pelo dinheiro gerado — bilheteria, marketing, vendas e locação de DVDs, streaming. Você não tem direito de assistir a um filme se não quiser pagar, como não tem direito de comer num restaurante se não quiser pagar. Ninguém lhe obriga a fazer nenhuma dessas duas coisas, mas se fizer, deve pagar.

Como o autor diz, os jornais dão muito espaço às histórias de sucesso do “compartilhamento de cultura” e ignora os que dizem que perderam muito dinheiro. Leia e reflita, e pense que é o seu emprego que poderia ser “compartilhado” por aí.


No fim, Conecte-se ao que importa é um livro que provoca uma reflexão profunda. O quanto que a tecnologia nos ajuda? O iPad, que pode ser usado para ler e falar com pessoas distantes, pode ser um terminal de YouTube permamente. A internet 3G, móvel, pode ao mesmo tempo lhe liberar da mesa de trabalho (já que você não precisa mais estar no escritório para ver seus emails) ou o ligar continuamente a ela (quando em jantares com a família você recebe notificações de assuntos supostamente “urgentes”).

Escolha um problema, e procure uma solução por meio da tecnologia, que lhe permita voltar rapidamente ao que gosta.

Eu mudei de ideia

Quando se comete um erro, acho que é melhor admitir e corrigir a tempo.

Há algumas semanas, eu disse que ia sair do WordPress.com e e manter o blog eu mesmo em um servidor, usando a versão self-hosted do WordPress (onde eu instalaria e faria manutenção no software). Fazia isso para ter mais controle e não pagar tanto pelos pacotes da plataforma atual. Disse também que isso ia demorar umas duas semanas.

Para pôr o resultado de uma maneira leve, o WordPress.org é uma bagunça. Comecei a fazer alguns testes, e poder modificar o blog da maneira que eu estava pretendendo é incrivelmente difícil. A estrutura de arquivos é complexa, a documentação existente é confusa, e o resultado das pesquisas no Google são em sua maioria para você comprar um tema pronto. Além disso, existem custos que eu não estava esperando, como sistemas anti-spam e backups (e com o WordPress não se pode descuidar da segurança, baseado em muitos artigos que li).

No fim das contas, trocar ia sair mais caro e eu não conseguiria ter o tal controle que eu queria, além de demorar muitas semanas para ter o resultado mais básico.

Por isso, eu mudei de ideia. Tudo fica como está. O WordPress.com está funcionando bem para mim, e vou tentar explorá-lo ao máximo para deixar o blog do meu jeito. Escrever aqui é uma das coisas que mais gosto de fazer, e não quero gastar minhas energias excessivamente com outras que não o próprio ato de escrever.

Peço desculpas aos meus leitores pela confusão, e espero que todos continuem seguindo o blog por email ou RSS. Nesse meio tempo produzi alguns textos que logo irão ao ar. Obrigado por ler FabioFortkamp.com, e agora de volta à programação normal.