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Viajando 600 km com um bebê entre Cascavel e Curitiba

Acho que o título acima ilustra um pouco da complexidade do feito. Eu passei o primeiro dia do ano de 2021 cruzando o estado do Paraná, e tenho algumas dicas para compartilhar.

Primeiro, a parte dos 600 km. Eu acho indispensável usar o Waze em uma viagem dessa magnitude, não apenas para ser avisados dos radares, mas também para ser notificado de acidentes, obras, buracos, congestionamentos, além de ter uma previsão dinâmica da distância e tempo de viagem restantes até o destino. Com um bebê, isso é mais importante que se pensa; quando ele demonstra sinais de incômodo, podemos planejar se vale a pena parar já para alimentá-lo ou tentamos distraí-lo até chegar na próxima escala.

Falando em incômodo e escalas: talvez eu seja diferente da maioria das pessoas, mas eu acho uma insanidade dirigir essa distância de uma só vez, mesmo se eu não tivesse um bebê. Nós fizemos duas grandes paradas no meio do caminho; recomendo o Restaurante Três Pinheiros, em Candói, e o Benedita, em Irati, para quem vai fazer uma viagem nessa região. Nessa configuração, a viagem se tornou três trechos de cerca de 200 km, o que é um bom equilíbrio.

Para ouvir, eu gosto muito da playlist MPB Anos 90 do Deezer (que tém faixas de Pop e Rock também).

Para ajudar um bebê a dormir, esse álbum é essencial (com cuidado para você não dormir muito). Quando ele não estiver dormindo, leve brinquedos e livros, e tenha um adulto do lado dele o tempo todo. Para o nosso filho, foi a sua primeira viagem desse tipo e ele ficou bastante cansado; da próxima vez, temos de fazer mais paradas no meio do caminho. A dica de ouro que meu compadre deu: viajar com um bebê significa não ter hora para chegar.

Por último, se você vai viajar nesses tempos, não esqueça de colocar a máscara a cada pedágio. Cuide-se.

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Diário de viagem em Darmstadt – Dia 2: Passeio em Frankfurt

Supostamente este é um diário de viagem em Darmstadt, mas este blogueiro que vos fala vai falar de Frankfurt.

Aproveitando a visita de um amigo que está morando na Alemanha e conhece Frankfurt, formamos um grupo e fomos fazer turismo lá. Exista uma linha de S-Bahn que liga Darmstadt a Frankfurt (a S3), e o trajeto passar por subúrbios muitos bonitos. Um ticket diário para andar de maneira ilimitada entre Darmstadt e Frankfurt custa €16.55.

A capital econômica da Europa não é exatamente uma cidade turística, mas existem muitos pontos bonitos. E é um clássico exemplo de “cidade grande que parece pequena”. Minha hipótese para explicar esse efeito é que a cidade comporta o grande número de pessoas que tem, ao contrário de cidades como Florianópolis, cujas ruas foram construídas para a população de 40 anos atrás.

Em muitos aspectos, Frankfurt parece uma típica cidadezinha europeia, com suas ruas de comércio e praças. Mas também comporta galerias comerciais grandes e muitos bancos, incluindo o Banco Central Europeu.

E, claro, não podem faltas igrejas, como a de Santa Catarina:

a de São Paulo, que já serviu de sede para o proto-Parlamento alemão:

e a Catedral de São Bartolomeu, de onde é possível subir e tirar muitas fotos do Rio Main:

Falando a língua

Um adendo para terminar o post de hoje. Eu já morei na Alemanha como estagiário e estudei durante muitos anos. Desde que cheguei em Darmstadt, praticamente só me comunico em alemão. Meu segredo: eu não tenho de falar errado — eu simplesmente tento.

Eu morei na Dinamarca no ano passado e não consegui aprender a língua, sobrevivendo no inglês. Eu acho fortemente que qualquer pessoa com condição deve falar inglês, e que ela simplesmente é a língua universal; em um congresso na Alemanha, eu consigo conversar naturalmente com dinamarqueses, italianos e esloveno. Mas também acho fortemente que a experiência de visitar um país e poder se comunicar no idioma local é algo fantástico.

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Diário de viagem em Darmstadt – Dia 1

Estou aqui em Darmstadt para participar do maior congresso da minha área, e resolvi fazer um experimento não antes tentado aqui neste blog: documentar meu diário de viagem.

A experiência de chegar em Darmstadt

Eis algo que os leitores precisam conhecer sobre mim: eu não gosto de andar de avião. Como eu moro em Florianópolis, ir para a Europa geralmente envolve três trajetos aéreos: um para Rio ou São Paulo, outro para um aeroporto de entrada no continente europeu, e possivelmente um terceiro trajeto. A melhor parte dessa viagem é que basta ir para o Aeroporto de Frankfurt.

Abre parênteses: presenciei muito estrangeiros nos Aeroportos de Florianópolis e São Paulo, e em todos os casos em que eles precisaram interagir com alguém, o funcionário não soube falar inglês, e ainda usou a técnica bizarra de falar português mais alto e devagar para se fazer entender. Sei que existem muitas questões socioeconômicas por trás disso, mas parece-me que esses dois aeroportos privatizados têm mais que condições de ensinar inglês aos seus colaboradores, já que receber pessoas é o seu negócio. Fecha parênteses.

Minha experiência de vôo foi boa, e o Aeroporto de Frankfurt estava vazio. Desenferrujei meu alemão e perguntei onde pegávamos o ônibus para Darmstadt, e está bem escondido. O trajeto do aeroporto para Darmstadt custa EUR 8,70, mas o trajeto é tranquilo e o ônibus é bem confortável.

Primeiras impressões

Não consegui tirar muitas fotos por causa do horário e do cansaço, mas Darmstadt parece ser muito agradável. Estamos localizados bem ao lado da Estação Central (Hauptbahnhof), e inclusive já fiz algo que adoro fazer quando viajo: fazer umas comprinhas de lanches para ter no hotel e conhecer um supermercado local.

Também já matei a saudade da comida alemã com um típico Schnitzel (filé de porco empanado):

Esse prato é da cervejaria Braustübl; abstive-me de cerveja para cumprir a promessa para minha adorável esposa de não-preciso-beber-todo-dia-só-porque-estou-viajando. Mas o lugar é muito bom e tipicamente alemão, acompanhando inclusive da grosseria usual dos germânicos ao atender pessoas.

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Ao longo da próxima semana, pretendo mostrar mais coisas da minha viagem. Fiquem ligados!