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Note to Selfie

John Dickerson:

When you pause to write about something—even if it’s for Twitter or
Facebook—you are engaging with it.

Já se tornou um clichê tão grande criticar as pessoas que tiram fotos e
tuítam sobre tudo que quando alguém apresenta um ponto de vista
diferente a reação imediata é de surpresa.

Nessa belo texto, Dickerson argumenta que o fato de você registrar um
momento mostra que ele significa algo tão importante para você que você
está dedicando um tempo para registrá-lo e compartilhá-lo com outras
pessoas.

É um ponto de vista interessante. O meu problema não é com a frequência
com que as pessoas compartilham é com a qualidade do quê se
compartilha. Se alguém vai em um restaurante e publica que a comida é
maravilhosa, isso é uma utilidade pública. Se publica uma foto de si e
do seu cônjuge num jantar maravilhoso, com uma legenda do tipo “10 anos
de casado”, isso faz com que eu, como humano, me sinta tocado.
Realmente, como disse Dickerson, essas pessoas deram um sentido maior ao
evento em questão ao parar e registrar seus sentimentos.

Por outro lado, se alguém simplesmente faz um check-in do restautante no
Foursquare que automaticamente aparece no Twitter, essa pessoa só quer
se mostrar. E tem gente que só usa as redes sociais para isto.

Eu sigo muitas pessoas que são desconhecidas para mim, e elas geralmente
publicam coisas muito interessante, mas também trivialidades que não me
interessam. Não me importa — são pessoas reais que estão por trás
dali, e ninguém é interessante 24 horas por dia.

Meu problema é com tuítes do tipo “Oie”, “Bom dia”, “Que fome”. Dezenas
de fotos seguidas do cachorro. Xingamentos do time adversário que fez
gol. Isso não acrescenta absolutamente nada.

Não se trata de compartilhar mais ou menos, e sim de compartilhar
melhor.

Vamos construir uma Web diferente? | Vladimir Campos

Vladimir Campos:

No App.Net (ADN) as regras são outras e bem diferentes. A partir do
momento que a rede não é 100% gratuita, a receita não vem de
publicidade. Isso garante que as coisas são muito mais claras. É preto
no branco! Tudo que eu publico por lá, você que me segue, verá.
Simples assim!

Além disso a rede foca na criatividade do desenvolvedor. Você não
encontrará por lá um mundo construído como no Facebook, Google+ e
Twitter. Quem constrói a rede são os desenvolvedores. Eles criam
blocos como numa construção feita com Legos que tomam como base algo
sistematizado pela equipe do ADN. Todos esses blocos estão em um
diretório de aplicativos
. Com um mesmo log-in e senha você tem
acesso qualquer um deles.

Vladimir Campos já se tornou meu escritor favorito de tecnologia e esse
post é uma das melhores leituras da semana. Estamos nos acostumando a
usar a Web de graça e em troca receber uma enxurrada de anúncios. Dito
de outro forma, em 2013, estamos dizendo “amém” a um modelo de negócios
praticado há meio século pelos canais de TV.

É difícil, mas acho sim que podemos construir uma Web melhor. A minha
conta do Instagram, por exemplo, já foi deletada, por cansar de ver
fotos das meninas me mostrando o esmalte da semana e dos meninos
mostrando a cerveja do dia. Que valor tem isso? A minha conta no
Facebook já está pronta para o fim,  e a o do Twitter não deve aguentar
muito. Está ficando muito cansativo filtrar a quantidade de porcaria que
existe nessas redes.

Eu já tinha testado o App.net, desisti, e depois desse texto,
voltei. Agora estou explorando, com calma, as possibilidades. Ainda
é cedo para eu chegar a alguma conclusão. Assim, enquanto espera, vá ler
o texto do Vladimir.