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A experiência de ler o mesmo livro em Kindle e em formato físico

Era só uma viagem de volta de Florianópolis para Joinville. Quando o bebê no banco de trás começou a reclamar de fome, reduzi até entrar uma destas paradas de beira de estrada – uma relativamente famosa, mas ainda assim uma parada de beira de estrada. Depois do café com pão de queijo, a caminho do caixa, eu vejo um monte de livros expostos, entre eles não um livro qualquer de ficção popular, mas um dos meus livros favoritos: Roube como um Artista, de Austin Kleon.

Principalmente pelo aparente absurdo de encontrar um livro sobre criatividade em um restaurante de BR, não resisti e comprei. O fato de eu comprar um livro por impulso não deve surpreender a ninguém, exceto talvez pelo fato de que eu já tenho esse livro, já li e reli inúmeras vezes, já resenhei aqui e já escrevi sobre muitas lições inspiradas pelo livro.

Ler o livro físico enquanto tomo café da manhã, no entanto, tem sido uma experiência diferente. Eu me engajo mais com o livro, presto mais atenção nas suas ideias, e ajo mais em cima dos seus conselhos. A leitora percebeu que tenho postado todos os dias de novembro? Pois é, o compartilhamento frequente de ideias é tema de um dos capítulos, e, devo dizer, um dos meus prazeres diários e resumir o que se passa na minha cabeça em um post por dia.

A minha relação com meus cadernos também mudou. Enquanto estudo, eu procuro não apenas sintetizar as ideias com minhas palavras, mas agora busco também copiar alguns parágrafos ou frases exatamente como escrito, para tentar imitar um pouco do estilo de escrever.

O livro digital logicamente tem suas vantagens. Esperando o dentista, eu posso ler um livro no celular em vez de perder tempo no Instagram, mas eu dificilmente levaria um livro de papel por aí. No Kindle (o dispositivo e nos apps) eu posso marcar passagens e escrever notas, e então exportar as anotações. Posso pesquisar qualquer palavra. Mas não aprendo tanto quanto no livro físico.

Como alguém que anda estudando projetos de sistemas térmicos, eu sei que dificilmente existem ótimos globais; se livros físicos ou digitais fossem claramente melhor que a outra versão, não haveria ampla disponibilidade dos dois formatos. E por isso eu aproveito tudo: alguns livros no Kindle, outros na minha biblioteca física, e alguns de todas as formas possíveis.

Por Fábio Fortkamp

Pai do João Pedro, Marido da Maria Elisa, Professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade do Estado de Santa Catarina, católico devoto, nerd

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