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Notas do autor

Sobre resenhas de apps

O leitor já deve ter lido duas resenhas de apps que já fiz: sobre o
Day One, um aplicativo para se manter um diário, e o YNAB, um
gerenciador de finanças com uma metodologia excelente por trás. Eu
escrevi ambas como um teste, e estou disposto a escrever mais, mas antes
deixe-me esclarecer por que faço isso.

Eu acredito muito na utilidade da tecnologia. Acredito também na
importância de se fazer pesquisa pura, como matemática, física avançada.
Porém, produtos que estão no mercado deve ajudar as pessoas de maneira
concreta.

Não vou negar que tenho um interesse particular por software. Acho um
feito incrível da inteligência humana que um grupo de programadores crie
um conjunto de instruções e, pronto, temos algo que obedece a nossos
comandos. Eu não sou programador profissional, mas sempre trabalhei um
pouco com isso, na época de faculdade, no estágio e agora no mestrado, e
quero realmente estudar mais a fundo. Exige uma capacidade muito grande
de se criar um modelo de uma ideia e implementar.

Essa febre por aplicativos pode demandar bastante dinheiro. Muitos
programas bons são baratos, mas eu realmente tenho de me controlar para
não gastar demais. É muito fácil ouvir falar de um app muito cool e ir
correndo lá comprar. Quando você faz isso com uma certa regularidade, e
levando em conta o fato de temos de pagar em dólar na nossa economia em
queda, o extrato do cartão de crédito pode se acumular.

Assim, quando eu compro um aplicativo, eu tenho extrair o máximo de
proveito. Tenho avaliar em como ele está ajudando em alguma tarefa real.
O que ele tem que me atrai? Em como ele é útil?

Eu descobri que uma boa maneira de assegurar para mim que um app
realmente é importante é escrever uma resenha. Uma nota pessoal sobre
como estou usando o programa. E, periodicamente, vou publicar algumas
aqui.

Repito: eu escreve essas resenhas de apps para mim, como um lembrete
pessoal do dinheiro gasto, e publico por achar que pode ser útil para
alguém.

É preciso deixar claro que eu sou usuário de produtos Apple, e minhas
resenhas vão se concentrar no OS X e no iOS. Também, ao contrário do que
fiz com a resenhas anteriores, vou escrever resenhas separadas para apps
que tenhas versões nos dois sistemas – mais ainda, uma resenha de um app
para iPhone vai ser diferente da resenha de um app para iPad. Acredito
que o uso de um app difere totalmente dependendo do dispositivo sendo
usado.

O grande autor de resenhas de apps do ecossistema Apple é Federico
Viticci do MacStories. Eu leio e adoro as suas resenhas, embore ele
seja bastante detalhado e longo. David Sparks e Shawn Blanc são
também ótimos blogueiros quando o assunto é divulgar apps. Recomendo
também a rede Appstorm.

Todos esses autores, porém, escrevem em inglês, e muitas resenhas não se
concentram nos casos de uso (pelo menos é minha impressão, esses autores
escrevem bem mas geralmente focam nos detalhes). Isso é extremamente
importante para mim, leitores: eu não quero divulgar um aplicativo
porque acho que ele é legal ou porque é bonito. Eu pesquiso muito antes
de comprar um (lendo principalmente os autores acima) e penso bastante
antes de comprar. Quando o faço, e quando a compra vale a pena, penso de
que forma esse programa pode ajudar outras pessoas.

Ou seja, minhas resenhas só vão ser publicadas depois de muito tempo de
uso, e com foco na utilidade. É do ponto de vista de um usuário.

Um autor em português que segue essa linha (e que serve de inspiração
para mim) é o Augusto Campos do BR-Mac. Se você é usuário brasileiro
de OS X, deveria segui-lo.

E, claro, vou continuar com outros tipos de textos. Lembrem-se de que
este é um blog sobre tecnologia, ciência e produtividade, de maneira
geral, e não um repositório de resenhas.

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Notas do autor

Corrigindo um erro em FabioFortkamp.com

No último mês, quando chegou minha conta do cartão, tive uma pequena
surpresa. Com a alta do dólar, muitos serviços que eu usava, incluindo o
que sustentava este blog, estão pesando cada vez mais no orçamento. Ao
mesmo tempo, dei-me conta de que estava perdendo muito da motivação e
inspitação para escrever. Esses dois fatos me fizeram refletir sobre o
estado de FabioFortkamp.com. Está valendo a pena gastar dinheiro em
algo que não acho tempo para aproveitar?

Agora, depois de muito pensar, cheguei à conclusão de que cometi um
erro. Saí de uma plataforma (Squarespace), por me sentir incomodado
com falta de recursos, e resolvi adotar a máxima flexibilidade, usando o
Jekyll em um servidor. Teoricamente, seria muito simples, como
falei: o blog é uma pasta sincronizada entre o computador e o servidor.
Na prática, problemas aparecem. Misteriosamente, o site gerado no meu
computador e no servidor não coincidem. Instalar o Dropbox no servidor
pode ser um trabalho imenso. Tive de ficar procurando documentações de
muitas bibliotecas para consertar erros  na geração do site. Na pressa
de fazer a migração o mais rápido possível, não testei o novo sistema de
maneira suficiente, e os problemas estavam me tomando muito tempo. De
repente, eu não queria mais escrever porque queria resolver um erro, e
depois mais outro…

FabioFortkamp.com estava se tornando algo muito complexo. É hora de
consertar esse erro.

WordPress

FabioFortkamp.com agora está hospedado no WordPress.com. Não é a
plataforma mais poderosa, nem a mais simples, nem a mais flexível, mas é
a que permite o mínimo de fricção possível na hora de escrever. Existem
muitos apps que se integram, muita documentação, muitas maneiras de
publicar.

O que eu estou perdendo é um pouco de portabiliade (meus posts não são
mais apenas arquivos no computador), mas estou abrindo mão disso em prol
de recursos melhores. Não existe um sistema de blogs perfeito.

O resultado o leitor já pode conferir: depois de cada post existem
muitas opções de compartilhamento e um campo de comentários; na barra ao
lado existem também recursos para facilitar a navegação e opções para o
leitor assinar este blog por RSS e por email. E tudo isso é automático.
Novamente, eu perco um pouco do controle sobre a aparência e o
posicionamento destes elementos, mas estou bastante satisfeito com a
configuração atual.

Não quero ter de carregar todos os meus textos antigos um por um para o
novo site, e estou pesquisando alternativas de fazer de maneira mais
automática. Enquanto isso, o arquivo está incompleto, e espero que o
leitor me compreenda.

Temas

FabioFortkamp.com agora também está explicitamente marcado como um
blog sobre tecnologia, produtividade e ciência. Já publiquei diversos
textos sobre esses assuntos, então não deveria haver muitas surpresas.
Essa identificação é para melhor informar novos leitores sobre o
propósito do site e para me guiar na produção de novos textos. Um blog
sobre tudo é um blog sobre nada.

Deixe-me ser claro: este não é um blog de notícias e rumores. Embora eu
possa comentar  algum acontecimento, estou me lixando para o preço do
novo iPhone, o fato do Android agora ter nome de chocolate ou a compra
da Nokia pela Microsoft. Minha grande paixão intelectual é a combinação
de ciência e tecnologia (não por acaso, sou engenheiro mecânico cursando
mestrado), com foco na resolução de problemas e na interpretação do
mundo
. Acho que podemos sempre procurar trabalhar melhor (e não
mais) para fazermos diferença no mundo e para termos tempo para
estarmos com pessoas que amamos. E que, sempre que não entendemos algo,
saímos perdendo.

FabioFortkamp.com, assim, é um espaço de discussão desses assuntos.
Quero escrever minha opinião sobre o nosso uso da tecnologia. Quero
recomendar livros sobre ciência. Quero indicar textos interessantes que
encontro na internet. Quero mostrar aplicativos que me ajudaram a fazer
alguma tarefa. Quero experimentar como podemos melhorar nosso cotidiano
e relatar essas experiências. Quero poder desenvolver minhas ideias e
compartilhar com vocês (e esse processo é o principal benefício de se
manter um blog).

Propagandas

Como mencionei no início, o mercado de tecnologia está sujeito à cotação
do dólar, e, por mais que este blog seja um excelente hobby, quero
manter o orçamento sob controle.

O WordPress.com permite a você criar um blog absolutamente de graça e
pagar por recursos adicionais. Um que, para mim, é absolutamente
essencial, é ter meu domínio próprio. Outro que é importante é a
eliminação de anúncios no blog, mas isto é mais caro. Assim, sinto
informar que o leitor pode ter de ver algum anúncio em meio aos textos.
Isso é para me dar mais foco para escrever e manter o blog mais simples
possível. Aos poucos, conforme o blog for crescendo (agora numa
plataforma mais profissional e com um propósito mais claro), eu posso ir
adicionando recursos, entre eles o fim dos anúncios. Espero sinceramente
que o leitor entenda. O que não quero é daqui a tempo cogitar cancelar o
blog por estar muito caro.

A seguir

O foco agora vai ser em migrar os textos antigos e produzir novos, com
resenhas de aplicativos e algumas reflexões sobre nossos hábitos. Não
quero me comprometer com uma agenda específica, por agora, mas pretendo
escrever pelo menos uma vez por semana.

E, mais uma vez, obrigado por ler FabioFortkamp.com.

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Notas do autor

FabioFortkamp.com 2.0

Bem-vindos à segunda iteração de FabioFortkamp.com!

O blog está completamente reformulado, tanto interna quando visualmente.
Esta mudança vai ser melhor tanto para mim quanto para os leitores.

Por que mudar?

O blog estava hospedado na plataforma Squarespace, que é descrita
como uma maneira fácil e rápida de construir sites bonitos – o que é
verdade. Você entra, paga uma taxa mensal, escolhe um template (e todos
são muito bonitos), e usa as interfaces para configurar o visual.

Qual o problema então? Falta de controle e de flexibilidade. O
Squarespace permite você mudar rapidamente a cor e a fonte dos textos,
adicionar páginas e posts, inserir imagens e vídeos. Porém, mudar a
estrutura interna é mais complicado.

Por exemplo, eu não conseguia mudar o idioma, convertar o “share” para
“compartilhar”. Da mesma forma, não conseguia mudar o formato da data
(que também estava em inglês). A mensagem do número de comentários era
impressa numa fonte muito maior – e eu não conseguia mudar. São pequenos
detalhes, mas que começam a me irritar.

Outro problema era na hora de publicar os textos. O Squarespace não tem
nenhuma API, nada que permita a algum serviço ou app se conectar a ele.
Então eu tinha que escrever o texto no meu computador, entrar no site,
logar, clicar no botão de “Add Post“, copiar o texto, escrever o
título, configurar o compartilhamento nas redes sociais. Esse processo
todo estava começando a me tirar a vontade de escrever.

“Por que você não escreve diretamente no site?”. Boa pergunta. Primeiro,
porque assim cada vez que eu quisesse escrever, eu estaria dependente de
internet. E segundo, que o editor online é lento, trava, e tem bugs
inexplicáveis (eu apago uma palavra e a linha inteira some).

Enfim, o Squarespace é bom para alguém que quer um site bonito, em
inglês, e só quer mudar coisas superficiais. Eu faço questão de ter mais
controle.

As alternativas

Eu procurei. Muito. A alternativa padrão é o WordPress, que vêm em duas
versões, uma já pronta, hosted, similar ao Squarespace (por
hosted eu quero dizer que toda a hospedagem é gerenciada pela própria
companhia), e outra para você instalar no seu servidor. Usando a
primeira, eu cheguei à conclusão de que acabaria com as mesmas
reclamações (falta de controle); a praticidade é grande, mas na hora de
mudar demais… Quanto à segunda, eu cheguei a instalar e estudar, mas
logo desisti. O sistema em si é uma bagunça; para mudar um detalhe tive
de mergulhar num mar de arquivos PHP. O WordPress, depois de muito
evoluir, é grande demais.

Procurei por sistemas mais novos (como o Statamic e o Kirby) e
mais tradicionais como o Typepad. Por algum motivo ou outro, ficava
insatisfeito.

Depois de muito filosofar, percebi que eu tinha duas prioridades:

  • um sistema simples de gerenciar
  • um sistema que me dê controle

Essas duas características são geralmente conflitantes e não é fácil
encontrar um balanço. Mas eu acho que consegui.

Powered by Jekyll

FabioFortkamp.com usa o sistema Jekyll. Como funciona? De
maneira muito complicada:

Este blog é uma pasta no meu computador, sincronizada com um servidor.

É isso que eu sempre quis. O Jekyll toma alguns arquivos de entrada,
especificando as características do site e os textos, e gera um conjunto
de arquivos HTML (a linguagem que os browsers usam). Essa pasta final é
então copiada para um servidor.

(Jekyll é o médico de O Médico e o Monstro, e ele suposta
transforma seu texto num monstro).

Qual o truque? É preciso entender de programação, para escrever os
arquivos de entrada e para fazer a transformação. Não existe nenhuma
interface onde você “clica para adicionar uma foto”, como em sistemas
maiores. Mas isso não é problema para mim. Embora eu não educação formal
em ciências da computação, em tive algumas disciplinas na faculdade,
sempre trabalhei com programação em projetos de Iniciação Científica,
trabalhei como programador na Alemanha, e trabalho com programação
todo dia para o meu mestrado. O modo de pensamento de Jekyll, de você
escrever alguns comandos e ele gerar o site, funciona para mim. No fim,
o custo de operar esse site, comparado com os benefícios de simplicidade
e controle, é muito baixo.

Para o leitor também tem um lado positivo. O Squarespace e o WordPress
guardam os textos num banco de dados, e geram páginas dinamicamente; a
cada vez que o leitor visita um post, o sistema pega o texto do banco de
dados e gera a página para visualização. O Jekyll é estático; quando o
leitor visita uma página, ela já está pronta (foi gerada por mim). Em
resumo: o blog tende a ficar muito mais rápido e leve de carregar.

Acima de tudo, é um desafio intelectual interessante manter um site
assim. O Jekyll é um sistema totalmente aberto e é possível entender de
fato como ele funciona. Vou aprender muito.

O tema que estou usando é o Scribble, com algumas mudanças minhas.
Em breve, colocarei minha versão disponível, se alguém quiser se
arriscar.

Mais mudanças

Já foi prometido, mas logo vou adicionar RSS e a opção dos leitores
receberem os posts por email. Também quero adicionar um campo de busca.
Aos poucos, esse site vai sendo construído (e totalmente por mim, o que
é melhor).

E, mais importante, publicar um texto se resumo a abrir um editor de
texto e dar um comando. Não seria surpresa se minha vontade de publicar
aqui aumentar.

Mais uma vez, caro leitor, obrigado por ler FabioFortkamp.com. O
leitor pode me contatar pelo Twitter e por email.

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Notas do autor

Por que não vou escrever sobre as manifestações

Há uma cena no filme “E aí, comeu?”, que é ótima. Afonsinho, o
mulherengo viciado em puteiro e metido a intelectual, quer publicar um
livro na editora do tio. Diante da falta de qualidade da obra, o tio
adverte:

“Você pode até publicar, dinheiro para fazer isso a sua família tem. O
problema é que, quando você publica um livro, ele se torna público”.

Eu sou um estudante de mestrado em engenharia. Eu leio livros, vejo
filmes e escuto músicas. Eu vivo no mundo e observo o que acontece. Para
muitos desses assuntos eu tenho uma opinião, e a melhor maneira de
clerear os meus pensamentos é escrevê-los. Às vezes, surge um texto
que acho que vale a pena ser compartilhado, porque talvez outra pessoa
tenha tido a mesma reflexão que eu tive e gostaria de ler a opinião de
outra pessoa. Mas se for para criticar algo, que seja com
responsabilidade; minha proridade é contribuir com o debate positivo
de ideias.

Na semana passada, tivemos uma greve dos trabalhadores do transporte
coletivo aqui em Florianópolis. Eu cheguei a escrever um texto bastante
crítico que eu planejava publicar hoje. Porém, logo em seguida
explodiram as manifestações pela Tarifa Zero em São Paulo (e logo em
seguida em outras cidades). Esses dois acontecimentos (bastante
distintos, mas ambos relacionados com o problema do transporte público
no Brasil), provocaram uma avalanche de pensamentos em mim. Eu passei o
fim de semana pensando se deveria ou não usar FabioFortkamp.com para
publicar algo sobre isso, ou se deveria continuar com minha intenção de
criticar a greve. Fiquei pensando se quero usar este blog como espaço de
discussão de política.

E a resposta é: não, não quero que FabioFortkamp.com se transforme
num blog sobre política.

O que eu, um mero estudante de Florianópolis, posso escrever que
acrescente às muitas discussões já existentes contra ou a favor das
manifestações? Algumas pessoas com que com conversei têm opiniões das
mais diversas, mas não tem ideia do que afinal se está reinvindicando, e
quer apenas fazer barulho. Outro grupo, mais reduzido (e composto pelos
meus amigos mais inteligentes) tem posições definidas e argumentam com
racionalidade. Pois bem: o primeiro grupo pode ser influenciado por mim,
mas será que quero influenciar alguém que sequer lê jornal? O segundo
grupo de pessoas tem opiniões formadas com base em argumentos muito
melhores que aqueles que posso escrever, então sobre esses eu não tenho
nenhum poder. Vou escrever para quê, então?

O que está acontecendo no Brasil é grande, e, independente da minha
opinião, torço muito para que o Brasil melhore com esse movimento (e que
a polícia não aja com tanta violência nos próximos atos.)

Existem pessoas que estão lá no meio do protesto, lutando por uma causa,
e pessoas que se sentem prejudicadas pelas ruas bloqueadas. Existem
jornalistas feridos e jornalistas que defendem a ação da polícia.
Existem os grandes jornais e revistas e os sites independentes. Esses
grupos tem mais embasamento para discutir essa questão que eu; tiveram
contato com o protesto, têm mais disposição para pesquisar sobre o
assunto e têm mais coragem para tornar públicos suas opiniões e relatos.
É a essas pessoas que vou recorrer quando quiser me manter informado, e
recomendo aos meus leitores que façam o mesmo.

E, se você concordar com as manifestações (depois de se informar com
responsabilidade), participe.

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Notas do autor

Primeira reforma em FabioFortkamp.com

Publiquei o primero texto no dia 13 de abril de 2013; vamos,
portanto, para três meses de blog, o que é simplesmente sensacional. A
você, que acompanha este site, muito obrigado.

Antes de começar, planejei muito. Li diversos outros blogs em busca de
dicas, li livros, pensei sobre o nome, o assunto, a plataforma. Chegou
uma hora em que simplesmente cansei e me registrei. O nome do blog é o
meu nome, os assuntos seriam os que me interessavam, a plataforma é a
ótima Squarespace.

O momento inicial já passou. O site já está funcionando, eu já descobri
os assuntos que mais me interessam (isso merece um post separado no
futuro) e a plataforma continua sendo ótima. É hora de fazer alguns
ajustes.

Estimulando a conversa

Existe muita opinião a favor de ter comentários (como essa) e muita
opinião contrária (como essa) a ter comentários no blog. Sem eles
você parece arrogante e com eles você corre o risco de ter spam e
desocupados gritando anonimamente “COMO VOCÊ PODE SER TÃO IMBECIL A
PONTO DE PENSAR ASSIM!!! SEU BURRO!!!!!”. É necessário também escolher o
sistema de comentários, configurá-lo etc. Como falei, quando lancei
resolvi pular essa parte.

Agora, pensei sobre o assunto e tenho pavor de ser percebido como
arrogante. Resolvi arriscar e anuncio que FabioFortkamp.com aceita
comentários
. Resolvi utilizar o sistema Disqus, que é praticamente
um padrão na web e é realmente muito bom. Você pode criar uma conta
(gratuita) e comentar em inúmeros blogs (e no site do Disqus você tem
acesso a todos os comentários, acompanha as respostas, vê estatísticas,
enfim, trata-se de uma plataforma completa de conversação). Pode também
usar seu login do Facebook, Twitter e Google. Ou pode ser anônimo. Sem
problemas.

Embaixo de cada post (a propósito, habilitei comentários em todos os
textos antigos, e o leitor está convidado a reler o que mais gostou e
comentar), existe também um botão de Share e um botão de Like (ainda
não consegui mudar o idioma, e espero que o leitor ou leitora não se
importe). O primeiro permite que você compartilhe pelo Facebook, Twitter
ou Google, e o segundo é apenas o sistema interno do Squarespace. Se
você gostar de algum texto e quiser compartilhá-lo (ou curti-lo),
obrigado desde já.

Por falar em redes sociais, no topo da página principal do blog, no
canto esquerdo, existem dois botões, com o link para o meu perfil no
Twitter
e outro para me mandar um email (meu perfil pessoal do
Facebook prefiro deixar reservado para meus amigos). Sinta-se à vontade
para falar comigo.

Em resumo: quero fazer de FabioFortkamp.com um espaço de conversa.
Se você gostar, comente. Se não gostar, pode me criticar. Tentarei
participar da conversa. Um aviso: você discordar de mim, dizer que eu
estou errado, linkar para um texto bem melhor que o meu é aceitável. Eu
não tenho mais 15 anos e sei receber críticas. O que eu não posso
aceitar é que você venha ao meu blog e me chame de burro, de imbecil,
me mande à pqp e diga para eu tomar naquele lugar. Esse tipo de
comentário será apagado.

E se quiser usar o Facebook ou o Twitter para divulgar algum texto
interessante, receba meus agradecimentos.

Tipos de posts

Você deve notar que cada post tem uma categoria e uma ou mais tags.
No template atual, você pode ver a categoria pela mensagem embaixo do
título: “by Fábio Fortkamp in …”.

Isso é apenas uma questão de nomenclatura, mas estou esclarecendo. Este
blog tem as seguintes categorias:

  • Artigos: os textos mais gerais
  • Notas do autor: textos sobre o blog (como este)
  • Resenhas de livros: resenhas sobre livros que li e achei
    interessante
  • Resenhas de apps: em breve, começarei a publicar algumas
    análises dos programas que uso e que podem ajudar o leitor
  • Miscelânea: posts centrados em fotos, vídeos, etc
  • Links: posts que referenciam um link externo e que eu comento
    logo em seguida.

Pode notar que links estão indicados por após o título pelo símbolo →.
Se você clicar no título, você será levado ao artigo original. Isso é
prática comum na web.

E se clicar no tipo (se, embaixo do título desse post, clicar em
“Notas do autor”, por exemplo), verá uma lista de todos os textos do
determinado tipo.

Próximos passos

No momento, eu estou pesquisando serviços que permitem aos leitores
receber os posts por email ou RSS. Podem esperar isso para breve.

Também quero implementar um sistema de arquivo e busca que torne mais
fácil achar um post sobre determinado assunto, de um determinado tipo
etc.

No mais, estou aberto a sugestões. A opinião de vocês é muito
importante.

E mais uma vez, obrigado por ler FabioFortkamp.com.

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Notas do autor

Um mês de FabioFortkamp.com

Faz um mês que dei um pequeno passo rumo a um desejo meu e lancei
FabioFortkamp.com. O que quero com isso? Primeiramente, é claro que
quero ter bagagem suficiente para ser chamado de escritor, mas ainda
acho que é um pouco cedo para isso. No momento, quero apenas ser lido
pelos amigos, e se puder atingir outras pessoas, melhor ainda.

Escrevi lá no primeiro post que este blog é uma maneira de
descarregar minhas ideias. Meu problema nunca foi de bloqueio criativo
(ainda), mas do problema contrário, de ter excesso de ideias (bem como
outro escritor que leio muito) e como desenvolvê-las e organizá-las;
este site é a minha mais nova ferramenta nesse processo.

Quando estava pesquisando para criar FabioFortkamp.com, percebi que
uma regra de ouro no professional blogging era criar um site bem
específico, com palavras-chaves definidas para otimizar a busca pelo
Google, um nome cuidadosamente moldado, títulos dos posts provenientes
de livros de marketing e uma agenda de postagem bastante regular.
Felizmente, percebi a tempo que isso jamais funcionaria comigo. O que eu
queria não era escrever um blog sobre tecnologia, ou sobre música, ou
sobre política, ou sobre qualquer assunto. A minha cabeça é caótica, e
não tenho necessidade de me restringir. Eu quero o “site do Fábio”, onde
eu publico quando eu achar que meus textos estejam numa forma decente
(embora eu escreva todo dia pelo menos um pouco), e não apenas para
cumprir agenda.

Defendo muitas coisas, e o leitor já pode ter observado isso. Defendi o
fim do preconceito contra determinadas profissões, a
valorização do mundo acadêmico, e o consumo mais racional de
software no Brasil
. Também escapei por vezes dessa forma de ensaio,
onde defendo alguma ideia central e construo os argumentos; já escrevi
uma resenha de livro, já mostrei em vídeos o que acho da melhor
banda do mundo
e já dei dicas sobre morar fora do país.

Gosto do jeito que esse site acabou se formando e pretendo continuar
assim, escrevendo tipos de textos diferentes e sobre assuntos
diferentes. Num futuro não muito distante quero fazer algumas
modificações na estrutura do site, como uma opção para o leitor receber
os textos por email ou RSS e uma forma dos leitores acharem tipos ou
assuntos específicos de posts. Estou estudando e com certeza esse site
vai evoluir aos poucos. No momento, porém, a minha prioridade é
escrever.


Nunca me preocupei em acompanhar as estatísticas do site, porque não
quero ficar muito ansioso. Porém, hoje, por ser o aniversário de um mês
de FabioFortkamp.com, resolvi arriscar.

É inacreditável. Este humilde site teve 347 visitantes únicos desde o
dia 13 de abril de 2013, o que siginifica que praticamente 347 pessoas
diferentes já leram meu blog (o número não é exato por o sistema toma
como identificadores os cookies dos browsers). Além disso, no total,
foram 1006 visualizações, 33 por dia. A coisa fica ainda mais
interessante quando vejo as estatísticas de cada texto. O meu texto
sobre a Europa
foi lido 114 vezes
(o campeão), e o meu preferido, sobre o amor, 78 vezes. Isso é
insano.

Muito, muito obrigado a todos vocês.

E se vocês têm alguma sugestão ou reclamação, podem me contactar, como
sempre, por email.

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Notas do autor

Uma necessidade de escrever

Eu acho que tinha 15 anos quando li esse poema de Paulo Leminski,
onde ele diz que escreve porque precisa. Escreve porque as estrelas no
céu lembram letras no papel.

Bem, meus amigos, eu preciso escrever.

Por acaso, eu me formei em Engenharia Mecânica, uma profissão
frequentemente descrita como “útil”. Você sabe, todo mundo precisa de um
carro, um refrigerador, um eletrodoméstico, entâo você não pode duvidar
da utilidade dos engenheiros mecânicos. E, rapaz, como nos gabamos
disso. Geralmente vemos a sociedade como dividida em dois grupos:
aqueles como nós, necessários (médicos, advogados, arquitetos,
contadores), e os que não são. Estes são os artistas, escritores,
historiadores, filósofos. O problema é que, antes de termos carros,
tínhamos Sócrates. Antes de termos refrigeradores, tínhamos Shakespeare.
Antes de James Watt e da Revolução Industrial, humanos estavam cantando,
e escrevendo, e pintando. E eles fazem isso, nós fazemos isso, porque
nós precisamos. Precisamos nos expressar. O cérebro humano evoluiu tanto
que criou a arte e a ciência. É fascinante que a mesma espécie que
inventou o Cálculo e a Teoria Quântica também preencheu o Louvre.

Ler sempre foi uma parte importante da minha vida. Sabe, eu era um
garoto extremamente tímido. Agora sou só tímido. Eu realmente gosto de
me enterrar naquelas letras que vejo nos livros, aquelas histórias
incríveis, de super-heróis ou advogados comuns. Parecia tão mágico que
alguém, alguém como eu, pudesse ter escrito uma dúzia de palavras, e
então eu pudesse ir a uma livraria e ver um livro com o nome dessa
pessoa na capa. Como disse (melhor, escreveu) Stephen King na sua
maravilhosa auto-biografia, escrever é uma forma de telepatia. Agora
mesmo, você está lendo essas palavras, minhas palavras, e nós
estamos tendo uma conversa sem nem mesmo estar na mesma sala.

Como usual, com a leitura vem o desejo de escrever. Para ser bem franco,
quando criança eu só queria meu nome na capa, e eu orgulhosamente
confesso que entrar numa livraria e ver meu nome na capa de um livro é
presentemente o meu maior sonho. À medida que fui ficando mais velho,
percebi que talvez eu pudesse escrever um pouco também, e que isso é tâo
importante quanto um nome impresso.

A idade trouxe também um aumento no número de interesses. De repente, eu
estava lendo livros sobre ciência, tecnologia, história, finanças
pessoais, produtividade. O que importa não é necessariamento o conteúdo,
mas o poder das palavras escritas. Um história bem tola pode ter uma
mensagem interessante por trás. Um livro sobre complicadas teorias
matemáticas foi escrito por pessoas ordinárias, cujas vidas dariam
premiados romances. Tudo é apenas a expressão da inteligência humana.

Eu escrevi muitas coisas na minha vida, provavelmente nenhuma delas
merecedora de publicação. Entretanto, minhas professoras de Português
pareciam gostar das minhas tarefas. Foi por aí que vi que tinha certa
habilidade com as palavras. Por diversão, escrevi alguma histórias. Eu
sou ótimo em começar histórias e péssimo em terminá-las, então não
guardei nada. Escrevi tambem alguns ensaios, e até já tive um blog, no
qual publiquei todo tipo de texto meu (aqueles que eu consegui
terminar). Nada extraordinário, mas enfim. Chegou o vestibular, e a
falta de tempo, e finalmente a falta de motivação.

Veio a faculdade. Tantas coisas novas, tantas experiências.
Infelizmente, esqueci da alegria de escrever.

Quando estava prester a concluir, eu voltei a ler um bocado.
Naturalmente, o desejo de escever veio junto.

Eu não sou Machado de Assis, nem Jorge Amado, e jamais escreverei
qualquer coisa próxima do pior trabalho de José Saramago e Fernando
Pessoa. Essa gente não é deste mundo. Eu sou, portanto eu escrevo com as
habilidades que tenho. Meus professores, minha mãe (isso não vale), meus
amigos parecem gostar do que eu escrevo. Que diabos, se uma única pessoa
gostar já está valendo.

Eu luto com o constante fluxo de ideias chegando na minha cabeça. Neste
exato momento tenho ideias para meia dúzia de romances (tenha paciência,
serão escritos no momento adequado). E como falei, tenho pensamentos
sobre muitos assuntos diferentes. Esse site é uma tentativa de coletar,
organizar e armazenar essas ideias. Eu já tive um blog, mas agora eu
estou muito mais maduro. Era uma criança quando escrevi aqueles textos
bobinhos, e agora eu sou um homem. E um homem que precisa escrever.