Sobre resenhas e comentários de livros de ficção

Num texto anterior, eu falei de como imergi em A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin, e de como tinha dado uma pausa me livros de não-ficção para me dedicar aos romances e às estórias.

Resenhar livros de não-ficção é uma das minhas coisas favoritas em FabioFortkamp.com. Eu tento seguir duas regrinhas básicas quando publico uma resenha assim:

  1. Se o livro é muito ruim, eu simplesmente não escrevo nada. Quando vou eu procurar alguma resenha, e encontro poucos, isso já é indicativo da qualidade do produto. Não preciso ocupar esse blog com textos negativos.
  2. Só escrevo sobre aquilo que posso interpretar.

Por que acho que tenho algo a dizer sobre O Andar do Bêbado? Porque esse é um livro sobre estatística, e eu sou engenheiro, mestre em engenharia, e tenho o conhecimento mínimo de matemática e física para interpretar a mensagem do autor. Com livros mais práticos, como A Arte de Fazer Acontecer ou Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, eu posso experimentar as sugestões do autor na minha vida e dar minha opinião.

Coisa diferente ocorre com livros de ficção. Parte do motivo pelo qual eu nunca publiquei uma resenha de um é por causa do imenso respeito que tenho pelos livros. Isso não é desmerecer os livros de não-ficção, mas reconhecer que um romance ou um livro de poesia tem muitos mais sutilezas que posso não perceber. Como dizem Adler e van Doren em Como Ler Livros, um livro expositivo bom é aquele que é claro e direto, ao passo que uma estória interessante tem muitas ambiguidades e muitos detalhes nas entrelinhas. Assim, interpretar um romance exige conhecimentos que eu não tenho, sobre outras obras do autor, e obras de autores clássicos que possam ter influenciado o presente autor, e o contexto social e econômico da época.

Em resumo: eu não tenho qualificações para resenhar um livro de ficção. Não sou um crítico literário (sempre digo que um dia vou fazer Letras, o que pode ser um primeiro passo, mas isso é para o futuro). Porém, isso não me impede de ter algumas observações pontuais a fazer sobre alguma estória. A Guerra dos Tronos, por exemplo, é um livro rico em detalhes, e embora eu não possa comentar com propriedade todos, acho que posso traçar algumas análises, mesmo que superficiais, sobre pequenas coisas que chamam minha atenção, baseado apenas na minha experiência pessoal.

Esse texto começou como uma pequena nota e acabou se transformando num post completo. Tudo isso para dizer o seguinte: tive algumas ideias lendo A Guerra dos Tronos, e pretendo compartilhá-las aqui (esse blog afinal serve para isso). Quero apenas deixar claro que são análises pequenas, a minha opinião apenas, e não são tentativas de fazer uma análise profunda. Não são resenhas.

No fim, quero apenas estimular os meus leitores a ler mais.

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