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Montando bibliografia de disciplinas com leitura inspecional

No dia 16 de outubro desse ano, eu concluí uma meta muito importante: finalizar um semestre – o meu primeiro semestre – como professor universitário. Foi uma jornada cansativa e incrível, que me ensinou muito, e que agora dá espaço ao meu segundo semestre como professor.

Apesar de todo o meu esforço, a primeira versão das minhas aulas foram medianas, o que é natural. Recebi alguns elogios, pelos quais sou muito grato, mas sei que há muito espaço para melhorar. Nesses dias antes do semestre de fato começar, fiz uma grande reflexão sobre os pontos mais críticos, que precisam de mais atenção na segunda versão das aulas.

A primeira conclusão a que cheguei é que o planejamento mais global das disciplinas precisa melhorar. No semestre passado, planejei os programas e fui criando as aulas, mas muitas vezes cheguei na hora de montar a aula de fato e me vi sem material de apoio, e sem tempo para pesquisar. Assim, dediquei-me a implementar um planejamento mais detalhado, testando o Notion para organizar e acessar melhor notas de aula. Para preencher essas tabelas de aulas, o próximo passo foi rever a bibliografia das disciplinas. Principalmente para as aulas que eu senti que ficaram piores, eu já quero deixar separado desde o início do semestre material para montar aulas mais completas.

Leitura inspecional

A ferramenta que usei para isso foi a Leitura Inspecional, o processo de “folhear” sistematicamente o livro, prestando atenção no que realmente importa: a estrutura, objetivos, os capítulos que parecem ser mais importante. Em 2015 (!), eu fiz uma série aqui no blog sobre esse processo; como dá para ver, Como Ler Livros me influencia profundamente há bastante tempo.


Como professor substituto, sem compromissos com pesquisa e extensão, eu dou aula sobre temas muito diversos, mas muitos dos quais eu já exploro há anos na minha carreira acadêmica. Assim, eu fiz uma pesquisa no site da Biblioteca da Udesc por livros que eu achava que poderiam contribuir, e alguns que fui pesquisando por palavras chaves, como “turbinas” ou “thermal design”. O leitor pode ver a coleção de candidatos na capa deste post.

Por uma semana, eu selecionava dois livros por dia, colocava um fone de ouvido e folheava atentamente o livro, marcando as páginas de maior interesse.

De Stoecker W. J., “Design of Thermal Systems”, McGraw-Hill, 1980
De Bejan et al., “Thermal Design and Optimization”, New York: John Wiley & Sons, 1996
De Bejan A., “Advanced Engineering Thermodynamics”, New York: John Wiley & Sons, 1988.

Próximos passos

Feito isso, eu já tenho uma noção bem boa de que livros vou poder usar no próximo semestre. Vou agora processar essas notas em post-it, montando listas de bibliografias no Notion e criando lembretes para estudar analiticamente os trechos marcados quando for hora de preparar de fato as aulas.

Se o leitor por acaso tem indicações de livros nas áreas de Refrigeração, Motores de Combustão Interna, Geração de Vapor, Transferência de Calor, Sistemas Térmicos em geral, eu estou sempre interessado.

Por Fábio Fortkamp

Pai do João Pedro, Marido da Maria Elisa, Professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade do Estado de Santa Catarina, católico devoto, nerd

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