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Por que o Rdio é a melhor maneira de escutar músicas

Estou aqui, escrevendo no meu diário, fazendo um completo
descarregamento das ideias na minha cabeça, e estou escutando o
Rdio. Especificamente, escutando a rádio personalizada do Tulio
Jarocki
 (que escrevia um blog muito bom e parece que infelizmente
parou). Muita música boa, de muitos artistas que eu não conheço, e tudo
que fiz para descobrir essa gente foi procurar meus amigos e apertar um
“play”. Não tive de procurar nada. Eu simplesmente já seguia o Tulio no
Twitter, puxei os contatos no Rdio e estou escutando várias rádios. E
estou pensando no quanto adoro esse serviço.

Eu cresci em meio ao Napster, e em meio à cultura de que, se um arquivo
.mp3 está na rede, qual o problema em escutá-lo? Não fui eu que
coloquei-o lá! E, além disso, se todo mundo está fazendo isso, por que
eu vou pagar por um CD? Otário é a gíria que eu ouvia quando
adolescente, aparentemente em desuso.

Vamos ser diretos: esse tipo de pensamento é pirataria da mais pura e eu
me envergonho de ter passado por isso. Eu não faço mais isso, e recuso a
ajudar pessoas quando eles me pedem para “baixar o CD da novela”. Eu
compro minha música, e, se eu não tenho dinheiro, eu espero até ter.
Complicado, não? Eu li as biografias de gente como Eric Clapton e Paul
McCartney e eles tinham essa mania, de trabalhar ou pedir dinheiro para
os pais para conseguir comprar os discos. E bem, eles são Clapton e
McCartney.

Eu comprei alguns álbuns e singles na iTunes Store e, se querem saber,
acho barato. O mais caro que já paguei por uma única música foi 2
dólares, ou 5 reais. Um lanche assado (geralmente queimado) nas
lanchonetes da UFSC custa 3. Dois dólares, incluindo o trabalho de
produção da música, a propriedade intelectual do artista e os custo de
download é bem justo, na minha opinião. E eles são exceção. A grande
maioria custa um dólar.

Ultimamente, no entanto, tenho consumido música de uma forma diferente.
Eu não compro mais a música em si, mas o direito de escutá-la. Com o
Rdio, você paga uma taxa e tem acesso a todo o catálogo. O problema é
que, quando se deixa de pagar, você não fica com nenhuma música.
Lembre-se você não comprou nada.

Esse tipo de pensamento provoca revolta em algumas pessoas, pois parece
roubo. Como pude pagar tanto tempo e agora não ganho nada? É preciso
ajustar essa mentalidade. Nós estávamos pagando pelo serviço de
escutar músicas. É como pagar academia: você pode pagar por dez anos e
mesmo assim não vai sair de lá com uma esteira, quando deixar de ser
cliente.

O Rdio se adequa a pessoas que, como eu, tem gosto muito variávies. Em
um mês só ouço Paul McCartney e Queen, no outro só escuto pop brasileiro
tipo Skank e Capital Inicial. No seguinte escuto um samba de raiz, no
outro vicio no último álbum de John Mayer. O Rdio me permite essa
alternância, sem ter de comprar todos esses álbuns. Muitas daqueles
singles que comprei na iTunes e dos CDS que ganhei quando adolescente
estão parados, sem ser ouvidos. Ter a posse deles não tem muita
utilidade prática, para mim.

E, como falei, temos o aspecto social, e o Rdio, na minha opinião faz
isso da maneira certa. Sendo um serviço pago, eles não te forçam a
compartilhar o que você está ouvindo a toda hora (deixando-me livre para
escutar Kid Abelha sem vergonha); mas é fácil, se você quiser. E a
integração com o Twitter (e Facebook) significa que eu, se quiser, posso
escutar o que meus amigos estão escutando. Sem ninguém forçar.

Deixei de pagar e usar o Netflix há algum tempo por achar que o catálogo
deixa a desejar. O Rdio, ao contrário, está sempre com o catálogo
atualizado (apesar de não haver nenhum disco dos Beatles, AC/DC, Led
Zeppelin etc, provavelmente por serem de direitos autorais mais
complicados) e o serviço está cada vez melhor.

Você pode escutar as músicas por streaming no seu navegador e com
programas para OS X e Windows, e pode sincronizar com seu smartphone e
escutar em modo offline. Experimente (e me siga, se quiser).

Por Fábio Fortkamp

Pai do João Pedro, Marido da Maria Elisa, Professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade do Estado de Santa Catarina, católico devoto, nerd

2 respostas em “Por que o Rdio é a melhor maneira de escutar músicas”

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