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Acompanhando a evolução de franquias de mídia (ou: se importando com o que não parece importante)

Não vai surpreender ninguém que me conhece que dois dos projetos no meu Trello são esses:

Eu me propus a assinar o Disney+ e assistir os filmes do Marvel Cinematic Universe na Timeline Order, i.e. na ordem da história e não de lançamento. Por exemplo, o segundo filme é Capitã Marvel (que eu achei mediano), que foi lançada há poucos anos mas se passa na década de 90. Eu encaro isso com seriedade e sob a ótica da “produtividade”justamente para escapar de pensar sobre engenharia e aprendizado de máquina. Meu psiquiatra dizia que uma vida saudável requer hobbies, e que um hobby é diferente de lazer; você precisa de fato mergulhar e se importar com as coisas.

Quando se mergulha numa franquia assim, é interessante observar como se dá a sua evolução. Os primeiros filmes para mim são claramente sobre salvar a Terra e a humanidade, com a formação dos Vingadores e sua batalha contra Thanos. Depois de Vingadores: Ultimato, porém, essa história cessou e passou a ser sobre consequências. Os Eternos mudaram a história da Terra e agora têm responsabilidade sobre o estado atual. Os filmes novos do Homem-Aranha são sobre ser jovem demais e poderoso demais. um arco narrativo.

Outra franquia que consumo bastante, principalmente cozinhando como ruído de fundo é Two and a Half Men. As primeiras temporadas são uma comédia clichê sobre ser um (mau) homem, envolvendo carreira, mulheres, família, sucesso, mas a partir da 6a temporada é simplesmente uma série sobre sexo.

Não quero me fingir de crítico de cinema, e quero deixar claro que quando sento deito para assistir um filme (em pedaços de 40 minutos, já que sou pai) não tento analisá-lo intelectualmente ; só quero apontar que, quando você de fato presta atenção, acaba descobrindo coisas que não aparecem se você não se importa.