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Resenhas de livros

Resenha: Show Your Work

Eu fiquei sabendo de Show Your Work, de Austin Kleon, através de um mísero link em post de Mike Vardy (cujo link exato não consigo mais encontrar). Na época, acho que estava começando com esse blog, começando também a ler muito sobre produtividade e tecnologia (o que me levou a conhecer Vardy), e fiquei intrigado com o simples título desse livro. A partir daí, comecei a mergulhar cada vez mais na obra desse escritor americano.

Confesso que, da primeira vez que li, não deu muito atenção. Mas, quando comecei a dar mais atenção à minha criatividade como tratamento contra ansiedade e depressão, Show your work se tornou um de meus livros favoritos sobre criatividade.

Kleon consegue motivar todo mundo a achar uma “arte” em seu trabalho e então em maneiras de compartilhá-la com o mundo. Não de maneira mirabolante, mas básica: separar uns minutos por dia, criar um blog, usar o Instagram para mostrar dicas do seu trabalho e não o seu almoço. Caso o leitor não tenha reparado, eu venho usando cada vez as dicas desse livro aqui neste blog, mostrando os bastidores do meu trabalho e cotidiano, expondo meus livros/apps/sites favoritos, conectando ideias aparentemente distintas.

A internet está cheia de coisas ruins. Vamos enchê-la de coisas boas, falando de nosso trabalho e nossos assuntos favoritos. Show your work é um bom guia para começarmos.

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Notas do autor

Um mês de desintoxicação digital

Motivado pelo excelente Digital Minimalism, de Cal Newport, no mês de março de 2019 eu estou dando um tempo de todas as tecnologias opcionais:

  • Instagram
  • Twitter
  • Grupos de WhatsApp (com exceção dos absolutamente essenciais: minha família mais próxima e os guias das Oficinas de Oração e Vida)
  • Podcasts
  • YouTube
  • Sites de notícias
  • Blogs
  • Jogos
  • Streaming (quando estou sozinho)

O que quero com isso? Redescobrir o valor dessas coisas. Como vai ser minha vida se eu parar de conferir como foi o final de semana dos meus amigos através dos stories, e começar a perguntar cara a cara, como fazíamos nos tempos de escola? Se eu não deixar de trabalhar para ver qual meme ou piada sem graça foi enviada para mim? Se eu dedicar menos atenção ao governo Bolsonaro e à Venezuela e mais aos livros? Se eu ocupar menos minha cabeça com outras pessoas falando nela e dar mais vazão às minhas ideias? Se, por não ter acesso aos meus tios falando do meu avô, eu me forçar a ir visitá-lo mais vezes?

Parece louco?