Abrindo e fechando sempre os mesmos programas

Sempre que vou iniciar uma sessão de trabalho — em bom português, sentar para trabalhar — em algum projeto de programação ou escrita de um artigo, há uma série de ações repetitivas: Usando o terminal de comando, navego até a pasta do projeto em questão Obtenho a última versão do projeto no GitHub Abro os … Continuar lendo Abrindo e fechando sempre os mesmos programas

Quando usar notebooks ou scripts para analisar dados?

Um de meus tópicos favoritos recentemente em podcasts e blogs é a discussão sobre usar notebooks ou scripts em contexto de análise de dados e computação numérica. Se você mal chegou neste texto e não está entendendo nada, vamos por partes. Tudo que vou falar aqui se aplica ao meu contexto de computação numérica: usar … Continuar lendo Quando usar notebooks ou scripts para analisar dados?

Resenha: O Método Bullet Journal

Fiquei sabendo de O Método Bullet Journal pela Newsletter de BulletJournal.com, mas eu fiquei realmente empolgado por O Método Bullet Journal depois da Thais Godinho ter chamado de “o livro do ano”. Eu não sei se concordo com esse superlativo, mas é realmente muito bom. No site oficial do método, grande parte conteúdo se apresenta … Continuar lendo Resenha: O Método Bullet Journal

66 coisas que fizeram meu ano de 2018

Ideia totalmente roubada do Austin Kleon. Descobrir o que finalmente estava errado comigo, medicar-me, e voltar a ser feliz Casar com a mulher da minha vida Conhecer Darmstadt, apresentar parte de meu doutorado lá, reencontrar meus colegas da Dinamarca, voltar a falar alemão e comer comida alemã Comemorar meus 30 anos com minha família em … Continuar lendo 66 coisas que fizeram meu ano de 2018

2018-05-30 (1)

Um dia de trabalho típico (e um bom dia): programando em Python e plotando coisas no PyCharm.

A propósito: em 2018 eu finalmente parei de ser teimoso com a mentalidade de “uso apenas um editor de texto” ou “vou criar uns gráficos rápidos em Jupyter” para minhas tarefas que exigem programação. O PyCharm é fantástico para o meu fluxo de trabalho: lidando com módulos grandes, navegando entre classes e funções, executando scripts de pós-processamento. E eles oferecem gratuitamente licenças acadêmicas!

Meu trabalho acadêmico

Você pode consultar meu CV Lattes aqui. Visão geral do meu trabalho acadêmico Toda a minha carreira foi desenvolvida dentro da academia. Eu sou apaixonado pela ciência, acredito que a tecnologia existe principalmente para tornar a vida humana mais confortável (sem necessariamente causar desconforto ao meio ambiente), and agora eu vejo que a pesquisa e … Continuar lendo Meu trabalho acadêmico

O iOS precisa de um futuro?

Federico Viticci recentemente escreveu sobre sua lista de desejos para
a próxima versão do iOS
, o sistema operacional do iPhone, iPod Touch
e iPad, a ser lançada provavelmente em junho. Ele não é o único,
claro. Existem muitos relatos do tipo, de gente sonhando (em vão, na
minha opinião) que a Apple voltará a ser a empresa revolucionária de
antes, lançando produtos geniais que definem o mercado. O próximo iOS
tem de ser muito melhor que o atual, e vai nos permitir muito mais
controle, e vai ter muito mais recursos, e, e, e…

Criamos tantas expectativas, queremos algo tão awesome, que depois
ficamos decepcionados que o novo iPhone (tanto o aparelho quanto seu
sistema) não lê nossos pensamentos. Eu vi isso acontecer no ano passado
e vai acontecer de novo.

O problema dessas listas de desejos é que as pessoas querem que o iPhone
(estou usando o smartphone como símbolo dos dispositivos) se transforme
em duas coisas, simultaneamente:

  1. Em um computador completo que cabe no bolso
  2. Em um Android

O iPhone não é o seu computador principal

Eu não preciso que o iPhone se transforme num substituto de um
computador, e duvido que alguém precise. Um smartphone foi projetado
para complementar um computador. Você pode fazer muitas coisas com
algo do tipo: acessar a internet, escutar músicas, processar emails,
organizar o calendário, tirar fotos, jogar games. Mas quando se parte
para uma escala maior, as restrições começam a incomodar mais que a
conveniência supostamente facilita. Eu escrevo muitas coisas no iPhone,
fragmentos de ideias que se transformam em textos maiores; mas eu jamais
escreveria minha dissertação em um celular. Eu tiro (poucas) fotos, mas
não as organizo cuidadosamente. Eu navego por sites aleatórios, mas não
faço uma pesquisa mais cuidadosa, separando e catalogando links. Um
smartphone não foi feito para isso.

E nem deveria ser feito. Quando o sistema começa a ficar muito complexo,
perde-se a conveniência. Deixamos de ter algo pensado para ser portátil
e carregamos num bolso um laptop com a tela menor. A necessidade de
reproduzir todos os features levaria a um dispositivo certamente
horrível de usar. E o iPhone ganhou fama por ser ridiculamente fácil de usar.

Outra crítica muito frequente, de que o iOS é muito fechado, é
completamente absurda. O sistema não permite que os aplicativos se
comuniquem abertamente uns com os outros, e não existe um sistema de
arquivos que seja compartilhado por todos os programas. Isso dificulta a
criação de scripts que automatizam o iOS… Mas é isso mesmo? Queremos
operar um smartphone por linha de comando?

É claro que muitos desses desejos se aplicam ao iPad, que teria muito
mais potencial para susbtituir o computador. A tela é maior, com um bom
teclado (convenhamos, o teclado do iOS é uma bosta) pode se transformar
num editor de textos, e é excelente para ler e anotar PDFs. Mas eu não
quero que ele substitua o meu computador, pelo mesmo motivo: quando isso
acontecer, ele vai ser tão complexo que vai deixar de ser bom de usar.
Eu quero poder não depender de um computador por inteiro, quero poder
usar um tablet em viagens, quero poder usar um tablet por poucos dias
quando o computador estraga, mas é tolice achar que um tablet tem toda a
versatilidade de um notebook.

O iOS não precisa ser um outro Android.

O iPhone não é o melhor smartphone, nem o mais poderoso, nem o mais
barato, nem o mais caro. É o mais conveninente. A interface é simples, a
App Store estimula o desenvolvimento de apps pagos (e os leitores já
sabem o que penso sobre isso) , sincroniza automaticamente com PC,
OS X ou pela web (via iCloud), e como todos os programas são testados e
aprovados pela Apple, o risco de vírus e outros malware é virtualmente
nulo. Sem contar que existe apenas um fabricante, o que padroniza a
solução de problemas.

Quando você paga caro por um iPhone (ou qualquer produto Apple) você
está pagando pelo preço desse controle. Está pagando por poder comprar
algo que precisa de configuração míninma. Uma das grandes qualidades dos
prodtos da marca, para mim, é esse acoplamento hardware-software. Tudo é
otimizado.

Se você quer um sistema mais aberto, com muito mais recursos, mais fácil
de ser modificado, com mais opções de fabricantes (e preços), você quer
um Android.

Eu nunca usei um Android, mas pelo que vejo os outros usarem, ele me
parece excelente. Faz tempo que a competição entre o robô do Google e o
iOS deixou de ser por features e passou a ser por tipos de usuários.
Pessoas que gostam de muitos recursos e boa flexibilidade contra pessoas
que gostam de algo mais fechado e pronto, com um mercado de apps mais
estabelecido (e que, sejamos francos, também gostam de parecer cool,
muitas vezes).

Quem não está satisfeito pode trocar a qualquer momento.

Sim, o iOS precisa de um futuro.

Ele pode ser mais avançado (não vejo nada de errado em um controle para
ligar e desligar rápido o WiFi, ouviu, Apple?), poderia ter uma maneira
de testar apps antes de comprar, poderia ter um mecanismo de busca mais
poderoso (já que nada disso atrapalha a usabilidade). Mas ele não
precisa ser mágico.